Nanotecnologia do avesso!

Nanotecnologia e os Trabalhadores

Série de TV pela internet sobre nanotecnologia e seus impactos na sociedade e no meio ambiente, que visa discutir as principais questões relativas ao desenvolvimento da nanotecnologia, suas variadas aplicações comerciais e os possíveis impactos sociais, ambientais, econômicos e éticos decorrentes de sua introdução no mercado.

Para assistir, basta acessar www.alltv.com.br e para interagir com o apresentador e entrevistado/a basta fazer seu cadastro. Logo após efetuar o cadastro você receberá um link em seu email. Clicando neste link você automaticamente valida seu cadastro e é direcionado imediatamente para o programa que aparecerá na tela.

Os bate-papos são apresentados pelo Sociólogo Dr. Paulo Roberto Martins, tem uma hora de duração e vão ao ar sempre às segundas-feiras, das 16h às 17h, na ALLTV (www.alltv.com.br).

Reveja as últimas edições do programa Nanotecnologia do Avesso que vai ao ar pela ALLTV

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alltv13 - alltv13
Décima terceira edição - Com Cátia Gama do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, IFSP, debatendo divulgação científica no campo da Nanotecnologia e Física.
Clique aqui para rever o décimo terceiro programa!
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alltv12 - alltv12
Décima segunda edição - Com Alexandre Custódio Pinto e Antonio Gracias Vieira Filho, do IIEP, debatendo Nanotecnologia e História em Quadrinhos.
Clique aqui para rever o décimo segundo programa!
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alltv11 - alltv11
Décima primeira edição - Com Valéria Pinto, da Fundacentro, debatendo Nanotecnologia, Saúde e Segurança do Trabalhador.
Clique aqui para rever o décimo primeiro programa!
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alltv10 - alltv10
Décima edição - Com Arline Arcuri da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho).
Clique aqui para rever o décimo programa!
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alltv09 - alltv09
Nona edição - Com Rui Braga, professor do Departamento de Sociologia da USP.
Clique aqui para rever o nono programa!
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alltv08 - alltv08
Oitava edição - Com José Freire, Sindicato dos Químicos do ABC, e Thomaz Jensen, Dieese. Nanotecnologia e Tralhadores: impacto das nanotecnologias no ramo químico.
Clique aqui para rever o oitavo programa!
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alltv07 - alltv07
Sétima edição - Com o professor Henrique Rattner debatendo Tecnologia e Sociedade
Clique aqui para rever o sétimo programa!
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alltv006 - alltv006
Sexta edição - Com Gilberto Almazan “Ratinho” e Pérsio Dutra “Peninha”, representantes do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho – DIESAT
Clique aqui para rever o sexto programa!
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alltv005 - alltv005
Quinta edição - Com o filósofo da ciência Hugh Lacey, professor convidado do Departamento de Filosofia da USP. Trata das relações entre ética, democracia e nanotecnologia. Hugh é crítico do modo como a ciência e a tecnologia são praticadas no atual estágio do capitalismo
Clique aqui para rever o quinto programa!
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Quarta edição - Tema: Atividades de nanotecnologia no Fórum Mundial Ciência e Democracia e no Fórum Social Mundial. Com a participação da pesquiosadora da FUNDACENTRO Valéria Pinto.
Clique aqui para rever o quarto programa!
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Terceira edição - Com a presença do Agrônomo e Dr. em Ciências Sociais, Richard Domingues Dulley, do Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O tema discutido: agricultura.
Clique aqui para rever o terceiro programa!
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alltv02 - alltv02
Segunda edição - Alexandre Custódio Pinto e Sebastião Neto, do IIEP, falam sobre os impactos das nanotecnologias no mundo do trabalho e na educação dos trabalhadores.
Clique aqui para rever o segundo programa!
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Primeira edição - O primeiro programa discutiu saúde e segurança do trabalhador com a pesquisadora Arline Arcuri, da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho).
Clique aqui assistir o programa de estréia
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Informações:
Nome: Cristiane Kämpf ou Débora Lorentz
Telefone: (19) 92449633 ou (11) 8068 9769
E-mail: cris.kampf@gmail.com ou deboralorentz@gmail.com

Sugestão de fonte para entrevistas:
Paulo Martins – coordenador da Renanosoma e pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)
Telefone: (11) 3767-4658 ou 8122 4193
E-mail: marpaulo@ipt.br

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Projeto EJA-FIC Reunião com a presença da representante do MEC

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Para entender o convênio MTE - INMETRO

O MTE firmou convênio com o INMETRO no dia 11 de agosto de 2008 para a aplicação do Regulamento de Avaliação da Conformidade para Cursos de Qualificação Social e Profissional, financiados com Recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Os documentos podem ser acessados pelo portal do INMETRO (www.inmetro.gov.br) ou diretamente através do seguinte endereço:

http://www.inmetro.gov.br/legislacao/rtac/pdf/RTAC001319.pdf

Neles, há o pressuposto de que serão desenvolvidos a Nomenclatura Nacional de Cursos - NNC e Repertório Nacional de Qualificações - RNQ. Além disso, o regulamento atrela os certificados emitidos à Classificação Brasileira de Ocupações - CBO.

A instituição deste regulamento, contudo, distoa dos trabalhos desenvolvidos pela Comissão Interministerial de Certificação Profissional (constituída pelos MTE, MEC, MTur, MSaúde e Mdic) e da proposta de implementar um Sistema Nacional de Certificação Profissional com participação de representações de trabalhadores e empregadores.

Para beneficiar a compreensão sobre o Regulamento de Avaliação da Conformidade e embasar a discussão a respeito o IIEP disponibiliza um estudo através do seguinte link:

http://www.iiep.org.br/pdfs/doc036.pdf

Recomendamos também a consulta à Proposta das Centrais Sindicais para o Sistema Nacional de Certificação Profissional, disponível em:

http://www.iiep.org.br/pdfs/doc018.pdf

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Lançamento “Lula na Literatura de Cordel” de Crispiniano Neto

convite crispi - convite crispi

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Convite

convite - convite

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Sistemas de Qualificação e Certificação Profissional

Documentos para consulta

Clique na figura para baixar os arquivos

sistemas - sistemas

nacional - nacional

internacional - internacional

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Inauguração do Centro Público de Qualificação Social e Profissional “Arcênio Rodrigues da Silva”

centro publico - centro publico
centro publico2 1 - centro publico2 1

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Eric Drexler em São Paulo

drexler - drexler

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Homenagem a Carlúcio Castanha

No dia 28 de Abril, segunda-feira, foi realizado na APEOESP em São Paulo a homenagem realizada pelo Projeto Memória da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo a Carlúcio Castanha. Militante desde os anos de 1960, teve uma marcante trajetória de vida. Nascido em Recife, permaneceu lá até 1979 e depois veio a São Paulo, participando da Oposição Metalurgica e ajudando a fundar a CUT, vindo a se tornar dirigente desta em meados dos anos de 1980. Carlúcio faleceu no dia 04 de Abril em Recife devido a problemas posteriores a um bem sucedido transplante de coração.
Conhecido por seus discursos inflamados e sua capacidade aglutinadora sem perder seus princípios, foi importante para a história do movimento sindical e da própria história do Brasil, através de uma trajetória de lutas, muitas vezes sofrendo pesadas consequências por suas escolhas, mas sempre resistindo e fiel a suas idéias.
O evento contou com presença de 175 pessoas que encheram o auditório para prestar suas homenagens a Carlúcio.
A mesa foi composta por a CNM com Paulo Caires, a CUT com Júlio Turra, a Conlutas com Mancha, a Intersindical com Eliezer e a Oposição Sindical com Delma e Rossi, todos representantes dos lugares onde o homenageado militou e deixa saudades.
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Houve também, uma saudação inicial do Carlão, da Apeoesp. A mesa foi dirigida por Vito Giannotti e Vito Castanha falou em nome da família. Após as falas da mesa, houve uma confraternização, onde as imagens da entrevista de Carlúcio cedida ao Projeto Memória foram passadas.
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SELEÇÃOEXTERNA 01/08 – AUXILIAR EM PESQUISAS

O IIEP –Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas está selecionando dois auxiliares técnicos em pesquisa para atuar no projeto de construção da Política Nacional de Certificação Profissional. Informações sobre o projeto em: http://www.iiep.org.br/page010.html

Local de Trabalho:Sede: São Paulo com atividades nas cidades de Campinas, Diadema, Guarulhos, Osasco e Santo André.

Valor:

* R$ 1.390,00. Jornada: 40 horas semanais

Etapas do processo de seleção:

* Análise de currículo;
*Entrevista de seleção;
* Para o selecionado –entrevista de contratação.

Entrega de currículos pelo e-mail:adm@iiep.org.braté o dia 07 de março de 2008.

Documentos Necessários:

* Currículo atualizado
* Indicarendereço, telefones e e-mail para contato

Requisitos:

* Ensino superior completo - cursando pós-graduação (mestrado ou doutorado) preferencialmente.

* Experiência em pesquisas nas áreas de educação e trabalho
*Domínio dos recursos de informática Office
*Capacidade para redigir documentos e elaborar relatórios
*Disponibilidade de horários e mobilidade para viagens

Principais atividades a serem desenvolvidas:

* Análise e elaboração de estudos e pesquisas sobre educação profissional
*Levantamento de informações e dados de setores, elaborando subsídios à argumentação e planejamento de atividades de pesquisa
* Elaboração de estudos e artigos para publicações
* Participação em reuniões e eventos, inclusive como palestrante e coordenação de oficinas e seminários
*Desenvolvimento de estudos sobre certificação profissional;

Esta seleção terá validade de6 meses a contar da data de publicação deste edital.

São Paulo, 29 de fevereiro de2008.

IIEP - Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas
Rua Pedro Américo, 32 - piso 13 - República
CEP 01045 010 São Paulo SP
Tel +55 (11) 3362 1513 / Tel-Fax +55 (11) 3337 6775
Correio eletrônico: iiep@iiep.org.br / iiep@uol.com.br

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Nanotecnologia na política de emprego, trabalho, renda e qualificação profissional

nano emprego - nano emprego

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Boletim 3

Projeto Memória
Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo
Boletim nº 3 – 06 dez/2007

Festa de lançamento do Projeto

Mais de 200 pessoas estiveram presentes na festa de lançamento do Projeto Memória da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo. A festa foi realizada no último dia 30.

A mesa foi composta por cabeças de chapa das eleições sindicais e por representantes das entidades apoiadoras do Projeto. Foram eles: Anízio Batista (cabeça de chapa em 78), Hélio Bombardi (cabeça de chapa em 84), Chico Gordo (cabeça de chapa 90), Aldo Escobar (representante do CPV), Cleodon Silva (representante do Instituto Lidas) e Sebastião Neto (representante do IIEP).

Os três encabeçadores de chapa falaram do significado da Oposição Metalúrgica de São Paulo (OSM-SP), sob três aspectos: 1º) a contribuição na oposição ao regime, num viés classista e socialista; 2º) a luta para resgatar o Sindicato das mãos dos interventores pelegos; 3º) a contribuição para a formação militante, política e ideológica de centenas de companheiras e companheiros.

Por isso, o conteúdo do Projeto Memória da OSM-SP nada tem de saudosista. Trata-se de retomar uma perspectiva de luta, que propõe que a classe trabalhadora construa uma sociedade justa. Trata-se de colocar a experiência a serviço do presente e do futuro.

Na Festa foram homenageadas pessoas que militaram na Oposição Sindical e outras que a apoiaram, como Manuel Fiel Filho, Luiz Carlos Prestes, Luiz Hirata, Florestan Fernades, Maurício Tragtenberg, Olavo Hansen, Santo Dias e Frei Romeu Jorge Dale (veja foto abaixo).

Fotos da Festa de Lançamento – 30/11

8770 - 8770

Auditório Hotel Excelsior

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Composição da mesa

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Confraternização após o ato

A festa de lançamento Projeto, no dia 30 de novembro, foi um impulso inicial para sua concretização. No entanto, para que ele seja tão rico quanto o momento histórico que representou, os documentos existentes não são suficientes. É necessário muito trabalho, colaboração e também a memória de luta e organização das pessoas que fizeram parte desta história seja trabalhando diretamente com a equipe, seja com sugestões.

Foram lançados os CD’s:

cd iiep 1 - cd iiep

 
CD-ROM de apresentação do Projeto Memória da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo.
O CD contém fotos de militantes, das eleições sindicais, das greves, trechos de cada um dos depoimentos gravados nesta primeira etapa do Projeto, além dos documentos já digitalizados.
 
 
cd lidas - cd lidas

 
CD-ROM do Projeto Memória Operária, iniciativa do Instituto Lidas e CPV – Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro. O CD-ROM contém diversos documentos digitalizados da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo, nas eleições sindicais de 1972, 1978, 1981, 1984, 1987 e 1990.
 
 


Algumas sugestões de atividades em que todos podem contribuir

1.fornecimento de materiais (documentos, fotos, cartas, recortes de jornais e panfletos) para serem organizados, classificados e digitalizados, bem como a identificação dos já disponibilizados;
2.apoio direto à equipe que está trabalhando no projeto;
3.envio de nomes de militantes ou membros de CIPA e comissão de fábricas para organização de uma agenda de militantes, que serão informados do Projeto e convidados a participar.
4.Nomes, contatos e e-mail de militantes que apoiaram a OSM-SP, bem como pesquisadores, sindicalistas, etc;
5.Mapeamento e localização da produção acadêmica existente sobre o tema ou relacionado a ele;
6.Levantamento, acesso e recuperação da produção existente em áudio e vídeo sobre o assunto para disponibilização.

Projeto Memória OSM-SP
Sediado no IIEP - Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas
Rua Pedro Américo, 32 - piso 13 – Metrô República
CEP: 01045-010 - São Paulo - SP
Tel +55 (11) 3362-1513 / (11) 7110-2474 (falar com Vanessa)
E-mail: memoria@iiep.org.br
Blog: blog.iiep.org.br/category/memoria

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Impactos das Nanotecnologias no PAC da Ciência

pac mct - pac mct

O ministro da Ciência e Tecnologia lançou, na terça-feira, 20 de novembro de 2007, o “Plano de Ação 2007-2010: Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional”.

O “PAC da Ciência”, como foi apelidado integra o conjunto de ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Lula.

Dentre as ações prioritárias do Programa estão:

- avaliar as ações implementadas na área da nanotecnologia ao longo dos últimos anos;

- estabelecer políticas sobre as questões éticas e de impacto do uso de produtos baseados na nanotecnologia;

- fortalecimento da divulgação e educação científica em nanotecnologia, por meio de atividades em museus de ciências, escolas e centros de treinamento de trabalhadores.

O eixo principal é a articulação entre as Pesquisas e o “Deselvolvimento” das Empresas. No Projeto há ainda a criação de vários fóruns, pesquisas de opinião, programas de incentivo e comissões de elaboração de normas técnicas. Em nenhum desses espaços está prevista a participação dos trabalhadores!

Clique aqui para baixar o documento completo

Alexandre C. Pinto - Renanosoma e IIEP

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Convite - Oposição Sindical

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Lançamento do DVD “Nanotecnologia - o Futuro é Agora”

Participe do lançamento nacional do DVD “Nanotecnologia - o Futuro é Agora.”

cartaz01 - cartaz01
O trabalho foi realizado dentro da temática do projeto ENGAJAMENTO PÚBLICO EM NANOTECNOLOGIA da rede de pesquisa RENANOSOMA, produzido em parceria com a Último Ato.

A RENANOSOMA é uma Rede de pesquisa em nanotecnologia, sociedade e meio Ambiente.
Clique aqui para saber mais.

A Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho – FUNDACENTRO, instituição do Ministério do Trabalho e Emprego que realiza pesquisa e difusão de conhecimento no campo de Segurança e Medicina do Trabalho, iniciou este ano o projeto “Estudos preliminares dos impactos das nanotecnologias à saúde dos trabalhadores”,
em parceria com a RENANOSOMA e está apoiando esta atividade.

dvd nano - dvd nano

Participe e deixe aqui também o seu comentário!

Valéria Pinto
Tecnologista
FUNDACENTRO/RJ
http://www.fundacentro.gov.br
valeriarspinto@yahoo.com.br

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Inteligencia Ambiental

Do Portal: Inteligencia Ambiental

17/10/2007
Os desafios de uma inovação tecnológica

O seminário “Nanotecnologia, Saúde dos Trabalhadores, Alimentos e Impactos a Sociedade e ao Meio Ambiente”, organizado pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) e mais 6 instituições, ocorreu no auditório Edson Hatem, nos dias 03 e 04 de outubro de 2007. O evento, que apresentou 14 palestras e 4 debates, criou um ambiente amistoso para se discutir os assuntos relacionados à área nanotecnológica.

A nanotecnologia está relacionada a diversas áreas, como a medicina, a eletrônica, a química e a biologia. Ela consiste em uma aplicação do estudo dos compostos químicos em nível atômico (nanociência) para a criação de produtos e serviços. “A nanotecnologia está sendo anunciada como uma nova revolução tecnológica, tão profunda que irá atingir todos os aspectos da sociedade humana”, define a pesquisadora da Fundacentro, Arline Arcuri.

Este ramo da ciência se dedica à manipulação e controle da matéria na escala de divisão de um metro em um bilhão de partes: um nanometro. Ou seja, trabalha com a matéria no nível de uma molecula (que reúne alguns átomos). Isto torna a matéria muito mais reativa, uma vez que, quanto menor a substância trabalhada, maior o seu poder de reação. Atualmente, este recurso já é utilizado na produção de semicondutores, nanocompósitos, biomateriais, chips, medicamentos e cosméticos.

Por existir pouco conhecimento sobre os possíveis efeitos tóxicos e os impactos dos materiais nanoestruturados sobre a saúde dos trabalhadores, nos alimentos e no meio ambiente, a Fundacentro, o IIEP - Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas, o Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (Diesat), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Renanosoma - Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (Orit), decidiram realizar esta discussão.

Dentro do seminário “Nanotecnologia, Saúde dos Trabalhadores, Alimentos e Impactos a Sociedade e ao Meio Ambiente” diversas questões foram apresentadas ao público. Osvaldo Bezerra, presidente em exercício da Fundacentro, abriu o evento chamando a atenção para a reflexão sobre os impactos e os benefícios da nanotecnologia que o seminário poderia proporcionar. “Devemos saber o grau de nocividade, os impactos a saúde do trabalhador e da população em geral, promover iniciativas de prevenção e, por que não, [conhecer] os benefícios desta tecnologia para a sociedade”, afirmou Osvaldo.

De forma bem resumida, as diversas palestras apresentadas ao longo do evento trouxeram questionamento sobre:

* Os níveis de toxicidades dos materiais nanotecnológicos.
* Os materiais com bioatividade semelhantes podem ser agrupados
* As doses-resposta destes materiais
* Os métodos apropriados para os ensaios
* Os modelos de extrapolação que predizem a toxicidade
* Os possíveis efeitos da exposição da população nanoestruturas.

As palestras apresentaram os conceitos básicos sobre a nanotecnologia e procuraram identificar a relação de complexidade dos impactos sociais, econômicos, ambientais, políticos e éticos desencadeados com o surgimento da nanotecnologia. “Com isso esperamos contribuir para a formação do cidadão enquanto agente ativo no processo do desenvolvimento da nanotecnologia”, afirmou Paulo Roberto Martins do Renanosoma/IPT.

Instituições vencem mais um desafio

De acordo com os organizadores do evento, o seminário conseguiu atender a seus propósitos, abordando as dúvidas em relação à nanotecnologia e provocando uma reflexão sobre os impactos que esta nova tecnologia trará para a sociedade, principalmente a área de Saúde e Segurança do Trabalhador (SST).

O representante da Susano Petroquímica, Odair Rangel, em sua palestra mostrou os principais produtos e empresas que usam a nanotecnologia no Brasil e alertou sobre a necessidade de se fazerem mais pesquisas neste campo. “O governo deve ser o principal investidor para o fomento de novas pesquisas no setor”, concluiu.

Já a pesquisadora do Centro Estadual do Rio de Janeiro (CERJ), da Fundacentro, Valéria Ramos Soares Pinto, apresentou os projetos relacionados à nanotecnologia em andamento, em diversos países. Dentre os trabalhos citados estavam o da Comissão Européia, da Norte-Americana, do Japão e do Brasil. Ela defendeu que a utilização dos recursos nanotecnológicos deve ser feita com consciência, pensando em seus benefícios e possíveis riscos. “Nos baseando nas medidas adotadas por outros países”, afirmou a pesquisadora do CERJ / Fundacentro.

As experiências internacionais também foram refletidas pelo representante da UITA - Unión Internacional de Trabajadores de la Alimentación, Agrícolas, Hoteles, Restaurantes, Tabaco y Afines, Enildo Iglesias, e por Maria Del Carmen Hernández Moreno, do Centro de Investigacion em Alimentacion y Dessarollo, do México.

Diversos pesquisadores também apresentaram análises produzidas no ambiente acadêmico e dos institutos de pesquisa. “Este seminário teve ação preventiva. Acredito que conseguimos esclarecer as vantagens e desvantagens da nanotecnologia, trazendo uma visão crítica aos trabalhadores, sindicalistas, empresários, profissionais de SST e estudantes”, afirmou Arline Arcuri, da Fundacentro.

Fonte: http://www.inteligenciaambiental.com.br/noticias_integra.asp?noticia=3176

Saiba mais sobre os impactos da nanotecnologia - clique aqui

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Informativo Eletrônico do IIEP n. 01/2007

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o Boletim eletrônico do Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas será uma publicação sobre as Políticas Públicas de Educação e Trabalho.

A partir deste informativo n. 01/2007 do Boletim eletrônico do IIEP vamos debater alguns temas das Políticas Públicas de Educação e Trabalho.

portal juventude - portal juventude
Nesta primeira edição vamos iniciar o debate sobre a Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude. A Conferência consiste em “um espaço de diálogo entre o poder público e a sociedade sobre os desafios do segmento juvenil e quais alternativas devem ser tomadas pelos governos para respondê-los. Realizada de dois em dois anos, ela é um processo no qual jovens e interessados na temática de todo o Brasil se reúnem para discutir a situação das pessoas que compõem esta faixa etária e apontar quais são as prioridades de ações e programas a serem desenvolvidos pelo poder público”.

Clique nos links a seguir para baixar os documentos sobre a Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude e participar do debate aqui no Blog enviando seus comentários. Para enviar um comentário basta se cadastrar no Blog e começar a enviar seus comentários. Um documento síntese do debate será publicado aqui no Blog e poderemos ter um convidado para escrever sobre as questões e posições identificadas no debate. Sejam bem vindos e bom trabalho!

Baixe aqui o texto-base da Conferência

Baixe aqui o Guia do Participante

Baixe aqui os cadernos temáticos da Conferência

Alexandre C. Pinto - pela equipe do IIEP.

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Para ler outras informações sobre as atividades do IIEP clique em:

1. Escola Aberta

2. Projeto Memoria

3. Nanotecnologia

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Boletim do Projeto Memória - n. 2 - 26 ou 2007

Projeto Memória
Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo
Boletim nº 2 – 26 out 2007

Gravações entram em reta final

Mais quatro entrevistas com militantes foram feitas para o Projeto Memória da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo.

Na quarta-feira (dia 25) foram entrevistados Chico Gordo, Anízio Batista, e Helio Bombardi. Na sexta-feira (dia 26) quem esteve no estúdio foi Crispim Lopes.

O próximo a ser entrevistado será Waldemar Rossi, a partir das 9hs da quinta-feira (dia 1). Ainda na quinta, os companheiros Cloves de Castro (Cloves Preto), Fernando Ó e Miguel Carvalho virão fazer uma gravação conjunta a partir das 13hs.

Reiteramos o convite para quem quiser assistir as gravações: compareça no IIEP - Rua Pedro Américo, 32, piso 13. Só não esqueça o documento para apresentar na portaria do prédio.

No dia 3, a equipe do Projeto vai até Peruíbe para gravar com Salvador Pires.
A última entrevista será feita no dia 7 com Vito Gianotti, no Rio de Janeiro.

Reunião do grupo de apoio à Oposição Sindical Metalúrgica

Seguindo o ciclo de reuniões, neste sábado (dia 27) será feita uma reunião com metalúrgicos da Asama. Os participantes da comissão de fábrica irão se reunir na casa do Geraldo.

E no próximo dia 9 de novembro (sexta-feira), vamos reunir as pessoas que apoiaram a militância do MOSMSP e ajudaram na manutenção do movimento.

Agenda

Gravação do depoimentos de Waldemar Rossi
Quinta-feira (dia 1) a partir das 9h da manhã, na sede do IIEP

Gravação com Cloves de Castro (Cloves Preto), Fernando Ó e Miguel Carvalho
Quinta-feira (dia 1), a partir das 13hs, na sede do IIEP

Reunião do Apoio
Reunião com as pessoas que apoiaram o movimento.
Sexta-feira (dia 9/11), às 18:30hs
Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo
Rua Antonio de Godoy, 88. (Entre o Largo Santa Ifigênia e a Av. Rio Branco)
Se você tem interesse no projeto, entre em contato conosco através do nosso e-mail memoria@iiep.org.br.

Contatos

Se você tem interesse no Projeto Memória, entre em contato conosco pelo e-mail memória@iiep.org.br. No Orkut, você pode também acessar nosso perfil MOSM-SP e nossa comunidade Oposição Sindical.

Fotos

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Neto conversa com Anízio Batista sobre o roteiro do seu depoimento para o Memória

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Chico Gordo no estúdio do Projeto Memória, dando seu depoimento sobre o MOSMSP

helio - helio
Helio se emocionou em seu depoimento

crispin - crispin
Elias e Crispim se reencontraram no estúdio

Fotos: Eduardo Fahl e Laura de Paula

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Boletim Eletrônico do IIEP

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o Boletim eletrônico do Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas será uma publicação sobre as Políticas Públicas de Educação e Trabalho.

Serão abordados no e-boletim do IIEP os seguintes temas:

1) Movimentos Sociais e Educação
2) Políticas Públicas de Educação e Trabalho
3) Movimento Sindical e Educação
4) Nanotecnologia, Educação e Trabalho

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O e-boletim do IIEP será estruturado em:

Notícias
Entrevistas
Artigos
Agenda
Links

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Para outras informações sobre as atividades do IIEP clique em:

1. Escola Aberta

2. Projeto Memoria

3. Nanotecnologia

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Boletim do Projeto Memória - n° 1 - 23 out 2007

Projeto Memória
Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo
Boletim nº 1 – 23 out 2007

Eles já falaram

O Projeto Memória da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo já realizou duas rodadas de entrevistas com seus militantes. Os primeiros entrevistados foram Raimundinho e Silva no dia 17/10 e Stan e Elias no dia 19/10.
Na próxima quinta-feira, 25/10, está confirmada a presença de mais três companheiros que serão entrevistados. A partir das 9 horas da manhã teremos Chico Gordo, Hélio Bombardi e Anízio Batista.
Quem quiser assistir as gravações compareça na sede do IIEP - Rua Pedro Américo, 32, 13 andar. Só não esqueça de trazer documento pois é exigido na portaria do prédio.

Reunião das mulheres da Oposição Sindical Metalúrgica

Aconteceu no último sábado, 20/10, a reunião com o grupo de mulheres da OSM-SP. Oito companheiras compareceram e discutiram as formas de ajudar no Projeto Memória. Após a apresentação do Projeto, as companheiras elaboraram uma lista de militantes e apoios da OSM-SP para que possamos contatá-los.
Também ficou acertado que os documentos da OSM-SP em posse das companheiras serão enviados ao Projeto Memória para reprodução.

Imagem 001 - Sofia (leste) e Carmen (sul)
Sofia (leste) e Carmen (sul) participaram da reunião das mulheres da OSM-SP

Imagem 043 - Imagem 043
Na saída do encontro, da esquerda para a direita, Ângela (sul), Carmen (sul), Edi (leste), Arlete (leste), Rita (sul), Lúcia (sudeste) e Teresinha (Mooca)

Arquivo

Esta é uma foto das mulheres metalúrgicas da OSM-SP, que faz parte do arquivo pessoal da Angela (sul)
mulheres1 - mulheres1
Da esquerda para a direita:
Zeza (oeste), Mercês (oeste), Anahí (sul), Angela (sul), Lucia (oeste), Ângela (leste) e Carmen (sul).

Agenda

Gravação dos depoimentos de Chico Gordo, Hélio Bombardi e Anízio Batista
Quinta-feira, 25/10, a partir das 9h da manhã
Sede do IIEP

Reunião da Asama
Sábado, 27/10, na casa do Geraldo

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Bate-papo virtual sobre nanotecnologia

Participe do “nano-chat”.

Para participar, basta entrar em http://chat.ipt.br/renanosoma/index.php?agenda no dia e hora marcados, clicar no assunto e digitar seu nome de usuário. A duração do bate-papo é de cerca de uma hora.

Confira a Agenda para os próximos Bate-papos

24/10/2007 14:00
Nanotecnologia, Educação e Trabalho
Alexandre Custódio Pinto - Professor de Física e mestre em Ensino de Ciências, com a dissertação “A ciência como tradição cultural e o contraste de teorias no ensino de Física”. Publicou 30 livretos didáticos coordenados que foram reeditados em três volumes para a Fundação Bradesco e adotados por redes estaduais de ensino médio. Atualmente é pesquisador do grupo Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas (IIEP).

26/10/2007 10:00
Ética e experimentação com animais
Carlos Naconecy - Engenheiro civil e filósofo, mestre e doutor em Filosofia pela PUC do Rio Grande do Sul com período sanduíche na Universidade de Cambridge, sua tese é sobre o “Biocentrismo moral e a noção de bio-respeito em ética ambiental”. Publicou o livro “Ética & Animais: um guia de argumentação filosófica”.

29/10/2007 14:00
Bioética e Nanotecnologia
João Carlos Ledo - Engenheiro eletrônico pela FEI, MBA em marketing pela FGV, é mestre pela Universidade São Camilo em Bioética. Sua dissertação abordou as questões bioéticas suscitadas pela Nanotecnologia.

31/10/2007 14:00
Nanotecnologia, Segurança do Trabalhador e a Fundacentro
Arline Sidnéia Abel Arcuri - Bacharel em Química e pesquisadora da Coordenação de Higiene do Trabalho, da Divisão de Agentes Químicos da Fundacentro, fundação do Ministério do Trabalho e Emprego.

05/11/2007 14:00
Nanotecnologia e Genética
Henrique Krieger - Graduado em História Natural, na área de Genética é doutor pela Universidade do Hawaii e livre-docente pela USP. Atualmente é professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Em 2003, foi premiado pela presidência do Brasil como Comendador da Ordem do Mérito Científico.

09/11/2007 10:00
Tratamento de câncer com nanotecnologia
Celso Vataru Nakamura - Graduado em Farmácia Bioquímica, é mestre e doutor em Microbiologia. Professor da Universidade Estadual de Maringá (PR), sua especialidade é em Produtos Naturais e Sintéticos Biologicamente Ativos. Em 2006, iniciou projeto de desenvolvimento de formulação farmacêutica por nanotecnologia para tratar câncer de próstata.

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Uma ética dos robôs

Forte expansão da robótica já provoca debate no Reino Unido, Japão e na Coréia do Sul sobre o estatuto humanos das máquinas

FRANÇOISE LAZARE
PHILIPPE MESMER

O mais novo dos robôs humanóides japoneses tem capacidades impressionantes. Desenvolvido por meio de uma parceria entre a Kawada e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Avançada (AIST) do Japão, o “HRP-3 Promet” tem tudo que o trabalhador do futuro precisa. A máquina branca e preta, de 1,60 metro e 80 quilos, consegue se movimentar nos terrenos mais acidentados, e em qualquer clima.

O robô é capaz de caminhar durante duas horas, manipular com precisão uma chave de fenda, ajudar um homem a carregar uma tábua, conduzir veículos de trabalho. Seus criadores esperam começar a comercializá-lo em 2010.

Em menos de uma década, de acordo com os pesquisadores, os robôs farão parte da vida cotidiana dos japoneses. Bill Gates, cuja Microsoft acaba de desenvolver um sistema operacional padronizado para esse tipo de máquina, acredita que a indústria da robótica, como a dos computadores pessoais 30 anos atrás, está às portas de uma forte expansão.

As novas máquinas evoluirão no contato com os seres humanos e poderão substituí-los na execução de certas tarefas; mas será que terão direitos?

A questão já está em debate no Reino Unido, em um relatório encaminhado ao governo em dezembro de 2006. O projeto Horizon Scan teve por tema cerca de 250 assuntos que estão em desenvolvimento, entre os quais as conseqüências da evolução da robótica.

Podem votar?

Sob o título “sonhos utópicos ou máquinas melhores”, os especialistas discutem aquilo que será preciso prover aos robôs à medida que sua inteligência artificial se desenvolva. Será que terão direito de voto? Serão forçados a pagar impostos, a prestar serviço militar?

De acordo com o estudo, caso os robôs participem da força de trabalho e, portanto, do crescimento da economia, será necessário fornecer a eles, por exemplo, uma cobertura de seguro social que garanta o bom funcionamento de seus equipamentos. Como aponta o texto, um computador, que legalmente não é considerado uma pessoa, não poderia ser responsabilizado judicialmente por qualquer delito.

Seu fabricante, no entanto, poderia proteger seus direitos de propriedade intelectual.
No Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), uma das organizações líderes na pesquisa em robótica nos EUA, Aaron Edsinger está envolvido há três anos no desenvolvimento do robô Domo.

Trata-se de uma fusão entre o Kismet, robô criado para o estudo dos contatos entre máquinas e humanos e da aprendizagem que eles propiciam, e do Cog, muito eficiente na manipulação de objetos.

“A questão dos direitos dos robôs será importante no futuro não apenas para os estudiosos da robótica mas para a sociedade em geral”, diz ele.

“Não estou certo de que ela venha a ser tão diferente da questão dos direitos animais. A probabilidade é que venhamos a nos comportar assim também em relação às diferentes categorias de robôs. Uma lavadora de louças deve continuar a ser uma lavadora de louças. Já os robôs mais infantilizados talvez venham a ocupar o lugar de um cão ou gato. E creio que dentro de 50 anos parecerá natural que concedamos direitos semelhantes aos dos animais a essas duas categorias de companheiros”, diz.

Isaac Asimov

No Japão, a questão vai se apresentar mais cedo, dada a posição importante que a robótica já ocupa na vida cotidiana do país. O envelhecimento da população apresenta problemas de mão-de-obra para as empresas, e também no que tange a encontrar assistência para os idosos. Por isso, laboratórios e parcerias, sob forte pressão do governo, estão investindo pesadamente nesse ramo de atividade.
Os robôs humanóides vêm sendo desenvolvidos pouco a pouco pelos laboratórios, como por exemplo o Wakamaru, que já está à venda para trabalhar como recepcionista em empresas. Já a Alsok, uma fabricante de produtos de segurança, está oferecendo aos clientes os robôs de vigilância C4 e C5, para operar em centros comerciais.

Com uma abordagem bastante pragmática, o Ministério da Economia japonês está trabalhando na redação de normas de segurança para o uso de robôs. A comissão criada para essa finalidade em dezembro de 2006 não deve se pronunciar em favor do estabelecimento de uma distinção entre robôs e outras máquinas.

O fabricante será sempre considerado responsável pelos problemas criados por seu produto, a não ser que as instruções de uso tenham sido desrespeitadas. As normas do governo exigirão que os fabricantes garantam fiscalização séria dos robôs que prestarão serviços pessoais.
Na Coréia do Sul, país igualmente avançado em termos de robótica e grande rival do Japão nessa área, uma “carta ética dos robôs” deve ser redigida neste ano. O texto se inspira nos princípios propostos pelo escritor de ficção científica Isaac Asimov.

Os robôs não deverão fazer mal aos seres humanos ou permitir que estes os façam sofrer. Deverão obedecer aos seres humanos, a menos que isso contradiga a primeira lei. E deverão garantir sua própria proteção, caso isso não contradiga as duas primeiras leis.

Este texto foi publicado no “Le Monde”. Tradução de Paulo Migliacci.

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Conferência sobre Nanotecnologia no dia Internacional de Direitos Humanos

DEFENSORIA DA ÁGUA e DEFENSORIA SOCIAL organizam Conferência Nacional sobre as Nanotecnologias

Será realizada, no dia 10 de dezembro (DIA INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS), a partir de 9 horas, a Conferência Nacional “Convergência de tecnologias, sustentabilidade e Direitos Humanos” no Plenário Franco Montoro da Assembléia Legislativa de São Paulo.

As DEFENSORIAS são colegiados de instituições que atuam em defesa da sociedade no encaminhamento de demandas sociais e coletivas, resultado das Campanhas da Fraternidade de 2004 a 2007.

Enviado por:

Leonardo Aguiar Morelli
Secretário Geral da DEFENSORIA DA ÁGUA
www.defensoriadaagua.org.br

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Apresentações sobre Nanotecnologia

Acesse aqui as apresentações do Seminário “Nanotecnologia, Saúde dos Trabalhadores, Alimentos e Impactos à Sociedade e ao Ambiente”, realizado na Fundacentro, nos dias 03 e 04 de outubro de 2007.
Instituições organizadoras: DIEESE, DIESAT, FUNDACENTRO, IIEP, INCRA, ORIT e RENANOSOMA.

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arline - arline
1) O que é nanotecnologia?
por Arline Sydneia Abel Arcuri - FUNDACENTRO
clique aqui para baixar a apresentação (2,2 MB)

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2) A Confederação nacional dos Químicos da CUT e a Nanotecnologia.
Por Fernando Alvares - CNQ/CUT
clique aqui para baixar a apresentação (73 KB)

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3) Onde são utilizados processos nanotecnológicos no Brasil.
Por Odair Rangel - Empresa Suzano Petroquimica
clique aqui para baixar a apresentação (7,5 MB)

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valeria - valeria
4) Levantamento dos estudos/ pesquisas e ações em nanotecnologia e Segurança e Saúde dos Trabalhadores no Mundo.
Por Valéria Ramos Soares Pinto - FUNDACENTRO/CERJ
clique aqui para baixar a apresentação (1,8 MB)

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5) Proteção respiratória na prevenção da exposição a nanopartículas.
Por Antônio Vladimir Vieira - Fundacentro
clique aqui para baixar a apresentação (8,1 MB)

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6) Nanobiotecnologia.
Por Priscyla Daniely Marcato - IQ-UNICAMP
clique aqui para baixar a apresentação (5,5 MB)

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7) Impactos à saúde, representado pelos materiais nanoestruturados.
Por Silvia Berlanga de Moraes Barros - Faculdade de ciências Farmacêuticas - USP
clique aqui para baixar a apresentação (511 KB)

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8) Visão internacional da UITA - Unión Internacional de Trabajadores de la Alimentación, Agrícolas, Hoteles,Restaurantes, Tabaco y Afines.
Por Enildo Iglesias - UITA
clique aqui para baixar a apresentação (2,3 MB)

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9) Visão Nacional dos trabalhadores sobre nanotecnologia.
Por Saulo Aristides e Lilian Arruda Marques - DIEESE
clique aqui para baixar a apresentação (8,1 MB)

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Para mais informações, leia outros artigos publicados aqui no Blog do IIEP.

Clique aqui e boa leitura!

Equipe do IIEP

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A inteligência das espécies

Jornal “O Estado de São Paulo”
Domingo, 23 setembro de 2007
CADERNO 2

Ray Kurzweil defende que, em 2020, a tecnologia computacional vai se impor à humana

por: Laymert Garcia dos Santos

Em 1990, numa entrevista premonitória, Heiner Müller observava: ‘O verdadeiro problema deste século da tecnologia é a desrealização da realidade: a fuga da realidade na imaginação. As coisas não são como estão. Tudo é cada vez mais em sentido figurado. É a tendência.’ Na mesma oportunidade, o poeta surpreendeu seu interlocutor, e seus leitores, ao apontar que a estratégia de aceleração total econômica e tecnológica se fundava no princípio da seleção, e que o sujeito humano ia desaparecer no vetor da tecnologia.

As palavras de Müller voltam à mente com força total quando nos damos conta de que o desenvolvimento tecnocientífico e a competição desenfreada no capitalismo globalizado obrigam as corporações transnacionais, as organizações multilaterais e os governos do Primeiro e de outros Mundos a lidarem com a ‘tendência’ nos próprios termos apontados pelo poeta. No entanto, caberia acrescentar que a busca do sentido figurado parece levá-los a tentar antecipar o futuro, não só para entenderem o que está acontecendo e preverem sua conduta, mas também para enquadrarem os acontecimentos em parâmetros administráveis, isto é, sob a perspectiva do controle (e do descontrole). Diante da opacidade do real, da indeterminação e da instabilidade generalizada, todos estão atrás da transparência de uma bola de cristal - ou da imagem que possa revelar a cifra do que vem por aí. Nesse sentido, disseminou-se a elaboração de cenários futuros, como os da Shell International, do National Intelligence Council e da Rand Corporation, dos Estados Unidos, ou o do Escritório Europeu de Patentes, entre outros. E desenvolveu-se uma verdadeira fissura pelas opiniões e análises dos escritores de ficção científica crescentemente instados a ler e a decifrar as tendências emergentes.

Muito a propósito, em seu interessantíssimo livro Tomorrow Now, Bruce Sterling comenta a situação da seguinte maneira: ‘A coisa mais estranha a respeito de minha relação com o capitalismo é quão próximo o mundo dos negócios ficou da ficção científica. À medida que os anos passaram e que minha carreira evoluiu, os negócios avançaram de modo cada vez mais rápido e agressivo em meu próprio território cultural. A ficção científica sempre foi um mote para o estranho e o improvável, mas a virada do século marcou a primeira vez em que comecei a receber das empresas sérias ofertas de emprego. O pessoal do business começou a me convidar para ocupar cargos executivos, para integrar conselhos consultivos e o board de diretores das corporações. De nada adiantou que eu lhes mostrasse que nunca em minha vida estivera numa folha de pagamento, que não tinha experiência como executivo, que não tinha interesse nenhum em corresponder às expectativas dos acionistas. Eles já sabiam de tudo isso. Na verdade, eles gostavam dessa parte. Era por isso que estavam atrás de mim. Eu ganho a minha vida maquiando uma estranha sucata imaginária, e eles consideravam isso um ativo maior no mundo dos negócios.’

Digamos, então, que os mundos dos fatos e das ficções estão se misturando de modo inextricável, que a incerteza quanto ao futuro só faz aumentar, e que a imaginação precisa correr solta para incorporar os possíveis, a fim de que a insegurança atual seja compreendida, gerida e contida - como na guerra preventiva de Bush. Mas assim como a antecipação procura trazer o futuro para o presente, também projeta o presente no futuro. E, em meu entender, uma das antecipações mais interessantes é aquela que se volta para o futuro do humano. O filósofo inglês Keith Ansell-Pearson já observou que os pós-modernos gostam de anunciar o fim das grandes narrativas; mas para ele está em curso a construção de uma grande narrativa em torno da obsolescência do humano. Ora, esta última mobiliza os principais temas apontados por Müller - aceleração econômica e tecnológica, princípio de seleção e desaparecimento do sujeito no vetor na tecnologia.

Com efeito, são esses os ingredientes básicos do livro A Era das Máquinas Espirituais, de Ray Kurzweil (Aleph, 512 págs., R$ 69), que acaba de ser lançado no Brasil, com alguns anos de atraso, é claro, em virtude de nossa velocidade periférica. Escrito em 1999, portanto, no limiar do século 21, o volume pretende anunciar a emergência ‘inexorável’ de seres mais inteligentes que os humanos nas próximas décadas, e a necessidade de nos prepararmos para esse advento, de enorme importância sob todos os aspectos, do cosmológico ao subjetivo.

A era das máquinas espirituais de Kurzweil é apenas uma das diversas vertentes que estudam o futuro pós-humano do homem, seja através da ’superação’ deste por uma outra espécie mais avançada, seja através de seu engenheiramento, pela convergência das novas tecnologias da informação (biotecnologia, nanotecnologia e robótica). Mas ela merece destaque porque inventa uma teoria que busca demonstrar a inexorabilidade do pós-humano a partir da existência de leis de aceleração que explicariam toda a evolução - do universo, do mundo, das espécies, do homem e das máquinas. Estamos, portanto, diante de um autor que escreve como se quisesse adotar o ponto de vista da aceleração e, para fazê-lo, precisasse desenhar uma perspectiva que, a partir do presente, projeta a ação da aceleração simultaneamente sobre o passado e o futuro. Assim, após um prólogo no qual é proposto o surgimento de uma nova espécie superior, o livro se divide em três partes: Sondando o Passado; Preparando o Presente; Encarando o Futuro.

Paul Virilio já havia tentado ler a experiência contemporânea com as novas tecnologias, não a partir da velocidade da luz (preconizada pela teoria einsteiniana), mas à luz da velocidade; por sua vez, Richard Buckminster-Fuller havia feito da aceleração exponencial, isto é, da aceleração tecnológica um vetor importante para explicar de que modo as transformações da técnica surtiam maior impacto na nossa maneira de viver e de pensar do que a política. Entretanto, é Kurzweil quem pretende conferir à aceleração um caráter natural absoluto, ao eleger a lei de Moore como a matriz explicativa de toda a evolução. Com efeito, tudo se passa como se A Era das Máquinas Espirituais fosse uma imensa extrapolação dessa ‘lei’.

Como se sabe, Gordon Moore, o inventor do circuito integrado, observou, em 1965, que a área de superfície de um transistor embutida em um circuito integrado estava sendo reduzida em 30% a cada 12 meses, desde 1958; em 1975, Moore teria revisto sua observação para 24 meses. De todo modo, isso significava que, a cada dois anos, tornava-se possível inserir duas vezes mais transistores num circuito integrado, duplicando, portanto, tanto o número de componentes em um chip quanto sua velocidade; e como o custo de um circuito integrado é razoavelmente constante, podia-se duplicar a capacidade de cálculo e a velocidade pelo mesmo preço. O resultado é que a Lei de Moore dos Circuitos Integrados, que já vigora há quase 50 anos, tornou-se o paradigma a partir do qual se calcula a intensidade da aceleração tecnológica. Ora, partindo dessa constatação, o que fez Kurzweil? Em primeiro lugar, postulou que a computação - entendida como a habilidade de lembrar e de solucionar problemas - abarcava tanto a evolução da tecnologia criada pelo homem quanto a evolução dos organismos multicelulares; e se agora a computação se acelerava exponencialmente, nem sempre tinha sido assim. Urgia, portanto, conectar a teoria da evolução das espécies com o que afirmava a teoria cosmológica da Terra e do Universo (que havia propiciado o surgimento dos organismos multicelulares) para entender como a Lei de Moore se coadunava com o que Kurzweil denominou a Lei do Tempo e do Caos e a Lei dos Retornos Acelerados - a primeira, pensada para explicar por que o caos aumenta exponencialmente à medida que o tempo diminui também exponencialmente; a segunda, concebida para explicar por que o tempo acelera exponencialmente à medida que a ordem aumenta também exponencialmente. Do complicado agenciamento dessas leis, resulta uma espécie de naturalização da aceleração tecnológica, que passa agora a ser entendida como uma continuação da evolução das espécies, independente da vontade e da decisão dos humanos. Nesse sentido, no âmbito do ultradarwinismo de Kurzweil, a Lei de Moore não só funciona como o elo de ligação entre seleção natural e seleção não natural (tecnológica), mas também como a verdade científica que permite articular por que em torno de 2020 uma outra tecnologia computacional, não mais humana, vai se impor necessariamente.

Com a palavra, Kurzweil: ‘A introdução da tecnologia na Terra não é meramente uma questão particular de uma das inumeráveis espécies da Terra. É um evento fulcral na história do planeta. A maior criação da evolução - a inteligência humana - está providenciando os meios para o próximo estágio da evolução, que é a tecnologia. A emergência da tecnologia é prevista pela Lei dos Retornos Acelerados. A subespécie Homo sapiens emergiu apenas dezenas de milhares de anos depois de seus antepassados humanos. De acordo com a Lei dos Retornos Acelerados, o próximo estágio da evolução deveria medir seus eventos relevantes em meros milhares de anos, rápido demais para a evolução com base no DNA. Esse próximo estágio da evolução foi necessariamente criado pela inteligência humana propriamente dita, outro exemplo do mecanismo exponencial da evolução usando suas inovações de um período (seres humanos) para criar o próximo (máquinas inteligentes).’ ‘A emergência de tecnologia foi um marco na evolução da inteligência na Terra porque representou um novo meio de a evolução registrar seus desenhos. O próximo marco será a tecnologia criando sua própria próxima geração sem intervenção humana. O fato de que existe apenas um período de dezenas de milhares de anos entre esses dois marcos é outro exemplo do ritmo em aceleração exponencial que é a evolução.’

O leitor já deve ter percebido que para Kurzweil o que conta, acima de tudo, é a inteligência, entendida como potência de computação. Se as máquinas podem ser mais inteligentes do que os humanos, é natural que na competição conosco elas levem a melhor, e nos substituam como espécie superior. Mas, atenção: do ponto de vista do autor, isso não é nenhuma tragédia, até porque a evolução tecnológica permitirá que nossa inteligência se eternize fora de nosso meatware, pois será possível fazer evoluir o download de nossas mentes em outros suportes. Porém, não deixa de ser irônico constatar que a última pergunta do livro é angustiante: ‘Até que ponto a inteligência é relevante no Universo?’

Laymert Garcia dos Santos é professor titular do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Autor de Politizar as Novas Tecnologias, entre outros, escreve regularmente sobre as relações entre tecnologia, cultura e sociedade.

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Nanociência e a saúde dos trabalhadores em debate

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Nos dias 3 e 4 de outubro, na Fundacentro, em São Paulo (SP), seminário aborda impactos da utilização da escala nanométrica sobre o ambiente e o trabalhador
Capacidade potencial de manipular cada átomo e cada molécula no lugar desejado, compactar processadores de dados, criar competência para estruturar uma engenharia molecular, essas são algumas definições que apenas apresentam um pouco sobre nanotecnologia, ciência que especialistas afirmam ser o limiar de uma nova revolução industrial.

No entanto, mesmo com a iminente transformação social proposta, ainda existem poucos estudos científicos sobre o assunto. Não se tem idéia, por exemplo, dos possíveis efeitos tóxicos para a população humana e o meio ambiente, os métodos apropriados para ensaios e impactos desses materiais nanoestruturados, no que se refere aos alimentos, à saúde dos trabalhadores e ao meio ambiente.

À luz dessas questões, a nanotecnologia – que pode ser aplicada em uma escala um milhão de vezes menor que um milímetro – se mostra uma ciência ainda mais desafiadora. Razão pela qual a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), em conjunto com outras quatro instituições, realiza o Seminário “Nanotecnologia, saúde dos trabalhadores, alimentos e impactos à sociedade e ao meio ambiente”.

O seminário acontece nos dias 3 e 4 de outubro, a partir das 8 horas, no auditório Edson Hatem da Fundacentro – localizado à rua Capote Valente nº 710, em Pinheiros, São Paulo (SP).

Engajamento público em nanotecnologia

De acordo com os organizadores do evento, o seminário pretende abordar essas incertezas em relação à nanotecnologia e também, provocar uma reflexão sobre os impactos dessa técnica, principalmente no âmbito da Saúde e Segurança do Trabalhador (SST).

Os organizadores querem também sensibilizar a sociedade em relação aos impactos sócio-econômicos e ambientais desencadeados com o surgimento da nanotecnologia. “Temos que pensar nanotecnologia em SST e, por isso, esperamos contribuir para que o público não especializado obtenha informação”, explica Paulo Roberto Martins, coordenador da Rede de Pesquisas em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente (Renanosoma).

Com o esclarecimento das vantagens e desvantagens, a discussão dos possíveis efeitos e, principalmente, dos danos que a nanotecnologia pode envolver, o seminário quer convocar a sociedade para um engajamento público e debate.

De acordo com a pesquisadora da Fundacentro, Arline Arcuri, o grande salto da nanociência foi o conhecimento científico adquirido para a manipulação das moléculas. Mas, para se tornar uma ação produtiva, ela considera que devem ser desenvolvidos mecanismos que evitem o aparecimento de possíveis danos ao trabalhador e ao meio ambiente.

“É importante debater a nanotecnologia ainda no laboratório e não quando ela já está no mercado. Por isso, o seminário tem um caráter de uma ação preventiva”, explica Arline.

Nanotecnologia, várias tecnologias

Ao se referirem à nanotecnologia, especialistas falam em diversas tecnologias utilizadas. Os diferentes campos de atuação da manipulação de materiais em tamanho nano compõem, de fato, a nanotecnologia.

É o que diz a pesquisadora Arline, que também chama atenção para transformação dos processos e produtos utilizados diariamente pela sociedade, que poderão causar grandes efeitos à população.

“Não é uma coisa única. Existem várias nanotecnologias utilizadas em alimentos, medicamentos, informática, entre outros”, afirma a pesquisadora.

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Regulamentação da Nanotecnologia

regulamentacao - regulamentação da nanotecnologia

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Escola Aberta: capitalismo, modernidade e subjetividade.

Nesse segundo semestre, vamos discutir o segundo tema definido no início do ano a saber: Capitalismo, modernidade e subjetividade.
Escolhemos para iniciar a discussão sobre esse tema, o Manifesto Comunista de Marx e Engels e sua leitura efetuada por Marshall Berman em “Tudo que é sólido se desmancha no ar”.
Depois, estudaremos as Teses sobre o conceito de história de Walter Benjamin, com ajuda da leitura de Michael Löwy em Walter Benjamin: “Aviso de Incêndio”.

Todos estes textos serão disponibilizados aqui no blog.
Faremos uma discussão dos primeiros dois textos na segunda-feira dia 10 de setembro às 18h no IIEP.
Para o livro di Berman iniciaremos pela leitura da Introcução e Capítulo 1.
Leia e participe!

berman - berman
Por que ler o Berman?
Pela sua interpretação do Manifesto Comunista de Marx e Engels, o livro mais traduzido na história.
Ele busca captar espírito do modernidade (em que “tudo que é sólido se desmancha no ar”), apreendendo tanto a modernização (economia, política) quanto o modernismo (arte, cultura, sensibilidade).
Ajuda a entender o que é a modernidade, como experiência de tempo e espaço, de si mesmo e dos outros, possibilidades e perigos. Retoma a descrição de Marx da sociedade burguesa moderna.

Prepare-se para a próxima aula da Escola Aberta. Baixe os textos em zip e pdf clicando em:

1) Tudo que é sólido se desmancha no ar de Marshall Berman

2) O Manifesto Comunista de Marx e Engels

3) O sucesso no Brasil da leitura do Manifesto Comunista feita por Marshall Berman de Marcelo Ridenti

4) Modernidade e revolução de Perry Anderson

Equipe da Escola Aberta - IIEP

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Atividade da Escola Aberta

teatro02 - teatro02

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Mutações. O futuro pós-humano

Sérgio Augusto, em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 11-08-2007, fala do curso ‘Mutações - Nova Configuração do Mundo’, organizado pelo professor Adauto Novaes sobre as mais recentes configurações globais diante dos avanços tecnológicos.

Eis a notícia.

A passagem do homo habilis para o erectus nenhum de nós viu. A do neandertal para o sapiens, tampouco. Já a do sapiens para o - como chamá-lo? Homo transilis? Ciborguense? Frankenstecno? Transgenóide? - poucos de nós perderão. Seus protótipos já andam por aí, de passagem, em ’soft opening’, evoluindo como, digamos, Steve Rogers, aquele franzino soldado que saiu de um laboratório das forças armadas americanas como o superanabolizado Capitão América.

Darwin adoraria ver onde foi desembocar o evolucionismo. Continuamos descendendo do macaco, mas a biotecnologia queimou tantas etapas e abriu tantos horizontes que não sabemos até quando seremos meros sapiens ou se já não somos mais o que éramos ou fomos. Avanços avassaladores da engenharia genética, da robótica e da nanotecnologia há tempos alteram nossas mentes, nossas memórias, nossos metabolismos, nossas personalidades, nossa progênie - quem sabe, um dia, até nossas almas serão modificadas em laboratórios e centros de pesquisas, e todos sonharemos com ovelhas elétricas, como os andróides de Blade Runner.

Aonde nos levará essa evolução radical? Ao céu da longevidade, da saúde perfeita, da inteligência superior, da força hercúlea, da memória prodigiosa, da resistência à dor, da comunicação telepática, num mundo organicamente integrado, sem fome, sem doenças, sem desigualdades sociais, ecologicamente equilibrado e com acesso irrestrito à informação? Ou ao inferno da entropia (mais Hulk, menos Capitão América), de abusos capazes de provocar sérios e imprevistos efeitos colaterais, com danos ainda mais catastróficos ao corpo humano, ao meio ambiente e à economia?

É dessas perguntas que parte um estudo precioso de Joel Garreau, Radical Evolution, repleto de revelações sobre o admirável mundo novíssimo das pesquisas biotecnológicas e das mutações humanas, há dois anos à espera de uma tradução brasileira. Sua questão última (’o que, a essa altura, significa ser humano?’) permanece em aberto. Obra de divulgação científica, jornalisticamente impecável, promove uma sucessão de assombros (ah, se vocês soubessem o que é um exosqueleto e conhecessem o currículo de invenções de uma agência de projetos avançados chamada Defense Advanced Research Projects Agency!), perplexidades (são incontáveis as provas de que vivemos o maior desafio humano dos últimos não sei quantos milhões de anos), preocupações (vírus para fins pacíficos podem virar armas letais nas mãos de um terrorista, nanorobôs com surtos homicidas) e questões éticas (que nos remetem aos alertas de Bill Joy, ‘o Thomas Edison da Internet’, Edward Tenner, Charles B. Perrow e outros abalizados profetas do apocalipse cibernético).

O exosqueleto, cujo protótipo foi desenvolvido pelo exército dos EUA, é um uniforme que possibilita a um soldado carregar, nas costas, nos braços ou a tiracolo, 90 quilos do que quer que seja como se estivesse carregando pouco menos de 3 quilos. Não demora muito e o conceito de E-skin, recurso nanotecnológico que permite às pessoas ‘vestirem’ a pele de seus ídolos do passado e do presente, deixará de ser uma fantasia, grife Mark Budz, lançada no romance futurista Idolon. Os direitos de imagem e propriedade física? Problemão jurídico. Mas, antes, uma questão ética. Poucos dias depois da publicação de Idolon (a R$18,28 na Livraria Cultura), a Unesco publicou um relatório sobre a Ética e a Política da Nanotecnologia.

Seria bastante produtivo se, antes de acompanhar o curso ‘Mutações - Nova Configuração do Mundo’, cada inscrito precariamente versado nas chamadas tecnologias GRIN (genética, robótica, informação e nanoprocessos) pudesse ler as 273 páginas de Radical Evolution (a R$ 68,38 na Livraria Cultura). Com a chancela do professor Adauto Novaes e patrocínio da Petrobras, ‘Mutações’ oferecerá 20 discussões sobre a evolução radical repertoriada por Garreau. Co-patrocinado pela Caixa Econômica Federal, a Fiat e os Sescs de São Paulo e Paraná, o curso se estenderá a cinco capitais, começando pelo Rio de Janeiro, no dia 20.

‘Foi o curso mais trabalhoso para montar, entre todos os que já organizamos’, revela Novaes, que aproveitará a oportunidade para lançar a versão livro de seu curso anterior, O Esquecimento da Política, editado pela Agir e, de certo modo, uma prévia de algumas questões aprofundadas no novo ciclo de palestras. Por exemplo: o esvaziamento do convívio social e os entraves à ação política provocados pelas novas tecnologias.

‘Vivemos uma época prodigiosamente vazia, na qual concepções políticas, crenças, idéias, sensibilidades, enfim, formas de existência e visões de mundo que antes pareciam dar sentido às coisas perdem valor’, constata e lamenta Novaes, esclarecendo que os valores humanos não desapareceram, apenas certos meios de expressão desses valores. Tecnizado e mercantilizado, já é outro o mundo que habitamos. Para entendê-lo, precisamos nos abrir para outros conhecimentos. A tecnociência exige novos saberes. Do contrário, jamais superaremos os dilemas (o que somos? onde estamos? para onde vamos?) alimentados pela ignorância tecnológica.

‘O estilo de vida e as concepções de mundo que hoje nos dominam são superficiais e mecânicos’ - prossegue Novaes - ‘e as antigas definições são insuficientes para entendê-las.’ À nossa frente ou ao nosso redor, uma autêntica revolução antropológica, que nada tem a ver com as revoluções históricas (a Francesa, a Soviética, etc.), uma transformação que, segundo Jean Baudrillard, corresponde a uma perfeição automática do aparelho técnico, a uma capitulação do pensamento diante do seu duplo técnico, a uma desqualificação do homem, da qual nem o próprio homem tem consciência. Além da liberdade, o homem teria perdido a imaginação de si mesmo. A técnica não está em nosso poder; somos nós que, sem nos darmos conta, estamos em poder dela, alertou Jacques Bouveresse. Duvidar disso é render-se a um preconceito e a uma ilusão antropológica, arrematou Bouveresse.

O wittgensteiniano filósofo francês não virá para o curso. Em compensação, teremos Jean-Pierre Dupuy, expert em nanoética, para quem a ciência e a técnica dominantes em nossas sociedades não podem ajudar a preencher o vazio de sentido que parece afetá-las, justamente por serem elas as principais responsáveis por esse vazio. Ou pela exacerbação do ‘mal-estar’ do mundo industrializado, com seus deprimidos, obesos, drogados e anoréxicos, os protagonistas da conferência da psicanalista Maria Rita Kehl. Outro francês presente, o geneticista Axel Khan, questionará o anti-humanismo moderno proposto há oito anos por Francis Fukuyama, o tecnocrata que ‘enterrou’ a História com ela ainda viva e respirando.

‘Precisamos saber se nosso presente é fruto de uma mutação já consumada, ou se é transcrição para uma mutação ainda por vir’, perguntará o diplomata e acadêmico Sergio Paulo Rouanet, partindo para uma defesa intransigente do humanismo da Renascença e do Iluminismo, de que ficamos órfãos por obra de uma ‘tecnociência cega’, que nos transformou em mutantes, ‘tristes descendentes de uma humanidade perdida para sempre’. Dos mais otimistas do curso, Rouanet encara de frente o ‘presente assustador’ e nele procura os instrumentos para ‘uma verdadeira mutação’, aquela prenunciada na Encyclopédie iluminista, em que o homem recupere a ‘capacidade de pensar o ser e programar seu destino, em vez de ser arrastado por uma tecnociência que lhe tira a visão do todo e o arrasta, como um turbilhão, em direção a um futuro não desejado’.

A cada 18 meses dobra o poder de processamento dos computadores. Essa é a Lei de Moore. A partir dela, Ray Kurzweil, autor de A era das máquinas espirituais, calculou que o futuro pós-humano, pós-biológico, estará consumado em 2045. Ou seja, daqui a 38 anos, dar-se-á, finalmente, o que os biotecnólogos chamam de Singularidade Tecnológica, conceito derivado de um prognóstico de Irving J. Good, que em 1965 previu que em algum momento a inteligência artificial (leia-se: computadores) alcançaria o mesmo padrão de sofisticação cognitiva da inteligência humana, e logo poria seus criadores no chinelo, institucionalizando o primado do pós-humano ou do transumano. Pelas previsões de Kurzweil, estabelecida a hegemonia da inteligência artificial, surgirão organismos bio-cibernéticos e a evolução tecnológica ocorrerá de forma extremamente rápida, em escala e proporções inimagináveis.

Humanos de todo o mundo, uni-vos! Nada tendes a perder, a não ser o que já não é vosso.

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