Arquivo de Nanotecnologias

Nanotecnologia do avesso!

Nanotecnologia e os Trabalhadores

Série de TV pela internet sobre nanotecnologia e seus impactos na sociedade e no meio ambiente, que visa discutir as principais questões relativas ao desenvolvimento da nanotecnologia, suas variadas aplicações comerciais e os possíveis impactos sociais, ambientais, econômicos e éticos decorrentes de sua introdução no mercado.

Para assistir, basta acessar www.alltv.com.br e para interagir com o apresentador e entrevistado/a basta fazer seu cadastro. Logo após efetuar o cadastro você receberá um link em seu email. Clicando neste link você automaticamente valida seu cadastro e é direcionado imediatamente para o programa que aparecerá na tela.

Os bate-papos são apresentados pelo Sociólogo Dr. Paulo Roberto Martins, tem uma hora de duração e vão ao ar sempre às segundas-feiras, das 16h às 17h, na ALLTV (www.alltv.com.br).

Reveja as últimas edições do programa Nanotecnologia do Avesso que vai ao ar pela ALLTV

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alltv13 - alltv13
Décima terceira edição - Com Cátia Gama do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, IFSP, debatendo divulgação científica no campo da Nanotecnologia e Física.
Clique aqui para rever o décimo terceiro programa!
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alltv12 - alltv12
Décima segunda edição - Com Alexandre Custódio Pinto e Antonio Gracias Vieira Filho, do IIEP, debatendo Nanotecnologia e História em Quadrinhos.
Clique aqui para rever o décimo segundo programa!
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alltv11 - alltv11
Décima primeira edição - Com Valéria Pinto, da Fundacentro, debatendo Nanotecnologia, Saúde e Segurança do Trabalhador.
Clique aqui para rever o décimo primeiro programa!
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alltv10 - alltv10
Décima edição - Com Arline Arcuri da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho).
Clique aqui para rever o décimo programa!
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alltv09 - alltv09
Nona edição - Com Rui Braga, professor do Departamento de Sociologia da USP.
Clique aqui para rever o nono programa!
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alltv08 - alltv08
Oitava edição - Com José Freire, Sindicato dos Químicos do ABC, e Thomaz Jensen, Dieese. Nanotecnologia e Tralhadores: impacto das nanotecnologias no ramo químico.
Clique aqui para rever o oitavo programa!
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alltv07 - alltv07
Sétima edição - Com o professor Henrique Rattner debatendo Tecnologia e Sociedade
Clique aqui para rever o sétimo programa!
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alltv006 - alltv006
Sexta edição - Com Gilberto Almazan “Ratinho” e Pérsio Dutra “Peninha”, representantes do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho – DIESAT
Clique aqui para rever o sexto programa!
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alltv005 - alltv005
Quinta edição - Com o filósofo da ciência Hugh Lacey, professor convidado do Departamento de Filosofia da USP. Trata das relações entre ética, democracia e nanotecnologia. Hugh é crítico do modo como a ciência e a tecnologia são praticadas no atual estágio do capitalismo
Clique aqui para rever o quinto programa!
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alltv004a - alltv004a
Quarta edição - Tema: Atividades de nanotecnologia no Fórum Mundial Ciência e Democracia e no Fórum Social Mundial. Com a participação da pesquiosadora da FUNDACENTRO Valéria Pinto.
Clique aqui para rever o quarto programa!
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alltv003 - alltv003
Terceira edição - Com a presença do Agrônomo e Dr. em Ciências Sociais, Richard Domingues Dulley, do Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O tema discutido: agricultura.
Clique aqui para rever o terceiro programa!
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alltv02 - alltv02
Segunda edição - Alexandre Custódio Pinto e Sebastião Neto, do IIEP, falam sobre os impactos das nanotecnologias no mundo do trabalho e na educação dos trabalhadores.
Clique aqui para rever o segundo programa!
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alltv01 - alltv01
Primeira edição - O primeiro programa discutiu saúde e segurança do trabalhador com a pesquisadora Arline Arcuri, da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho).
Clique aqui assistir o programa de estréia
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Informações:
Nome: Cristiane Kämpf ou Débora Lorentz
Telefone: (19) 92449633 ou (11) 8068 9769
E-mail: cris.kampf@gmail.com ou deboralorentz@gmail.com

Sugestão de fonte para entrevistas:
Paulo Martins – coordenador da Renanosoma e pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)
Telefone: (11) 3767-4658 ou 8122 4193
E-mail: marpaulo@ipt.br

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Impactos das Nanotecnologias no PAC da Ciência

pac mct - pac mct

O ministro da Ciência e Tecnologia lançou, na terça-feira, 20 de novembro de 2007, o “Plano de Ação 2007-2010: Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional”.

O “PAC da Ciência”, como foi apelidado integra o conjunto de ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Lula.

Dentre as ações prioritárias do Programa estão:

- avaliar as ações implementadas na área da nanotecnologia ao longo dos últimos anos;

- estabelecer políticas sobre as questões éticas e de impacto do uso de produtos baseados na nanotecnologia;

- fortalecimento da divulgação e educação científica em nanotecnologia, por meio de atividades em museus de ciências, escolas e centros de treinamento de trabalhadores.

O eixo principal é a articulação entre as Pesquisas e o “Deselvolvimento” das Empresas. No Projeto há ainda a criação de vários fóruns, pesquisas de opinião, programas de incentivo e comissões de elaboração de normas técnicas. Em nenhum desses espaços está prevista a participação dos trabalhadores!

Clique aqui para baixar o documento completo

Alexandre C. Pinto - Renanosoma e IIEP

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Inteligencia Ambiental

Do Portal: Inteligencia Ambiental

17/10/2007
Os desafios de uma inovação tecnológica

O seminário “Nanotecnologia, Saúde dos Trabalhadores, Alimentos e Impactos a Sociedade e ao Meio Ambiente”, organizado pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) e mais 6 instituições, ocorreu no auditório Edson Hatem, nos dias 03 e 04 de outubro de 2007. O evento, que apresentou 14 palestras e 4 debates, criou um ambiente amistoso para se discutir os assuntos relacionados à área nanotecnológica.

A nanotecnologia está relacionada a diversas áreas, como a medicina, a eletrônica, a química e a biologia. Ela consiste em uma aplicação do estudo dos compostos químicos em nível atômico (nanociência) para a criação de produtos e serviços. “A nanotecnologia está sendo anunciada como uma nova revolução tecnológica, tão profunda que irá atingir todos os aspectos da sociedade humana”, define a pesquisadora da Fundacentro, Arline Arcuri.

Este ramo da ciência se dedica à manipulação e controle da matéria na escala de divisão de um metro em um bilhão de partes: um nanometro. Ou seja, trabalha com a matéria no nível de uma molecula (que reúne alguns átomos). Isto torna a matéria muito mais reativa, uma vez que, quanto menor a substância trabalhada, maior o seu poder de reação. Atualmente, este recurso já é utilizado na produção de semicondutores, nanocompósitos, biomateriais, chips, medicamentos e cosméticos.

Por existir pouco conhecimento sobre os possíveis efeitos tóxicos e os impactos dos materiais nanoestruturados sobre a saúde dos trabalhadores, nos alimentos e no meio ambiente, a Fundacentro, o IIEP - Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas, o Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (Diesat), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Renanosoma - Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (Orit), decidiram realizar esta discussão.

Dentro do seminário “Nanotecnologia, Saúde dos Trabalhadores, Alimentos e Impactos a Sociedade e ao Meio Ambiente” diversas questões foram apresentadas ao público. Osvaldo Bezerra, presidente em exercício da Fundacentro, abriu o evento chamando a atenção para a reflexão sobre os impactos e os benefícios da nanotecnologia que o seminário poderia proporcionar. “Devemos saber o grau de nocividade, os impactos a saúde do trabalhador e da população em geral, promover iniciativas de prevenção e, por que não, [conhecer] os benefícios desta tecnologia para a sociedade”, afirmou Osvaldo.

De forma bem resumida, as diversas palestras apresentadas ao longo do evento trouxeram questionamento sobre:

* Os níveis de toxicidades dos materiais nanotecnológicos.
* Os materiais com bioatividade semelhantes podem ser agrupados
* As doses-resposta destes materiais
* Os métodos apropriados para os ensaios
* Os modelos de extrapolação que predizem a toxicidade
* Os possíveis efeitos da exposição da população nanoestruturas.

As palestras apresentaram os conceitos básicos sobre a nanotecnologia e procuraram identificar a relação de complexidade dos impactos sociais, econômicos, ambientais, políticos e éticos desencadeados com o surgimento da nanotecnologia. “Com isso esperamos contribuir para a formação do cidadão enquanto agente ativo no processo do desenvolvimento da nanotecnologia”, afirmou Paulo Roberto Martins do Renanosoma/IPT.

Instituições vencem mais um desafio

De acordo com os organizadores do evento, o seminário conseguiu atender a seus propósitos, abordando as dúvidas em relação à nanotecnologia e provocando uma reflexão sobre os impactos que esta nova tecnologia trará para a sociedade, principalmente a área de Saúde e Segurança do Trabalhador (SST).

O representante da Susano Petroquímica, Odair Rangel, em sua palestra mostrou os principais produtos e empresas que usam a nanotecnologia no Brasil e alertou sobre a necessidade de se fazerem mais pesquisas neste campo. “O governo deve ser o principal investidor para o fomento de novas pesquisas no setor”, concluiu.

Já a pesquisadora do Centro Estadual do Rio de Janeiro (CERJ), da Fundacentro, Valéria Ramos Soares Pinto, apresentou os projetos relacionados à nanotecnologia em andamento, em diversos países. Dentre os trabalhos citados estavam o da Comissão Européia, da Norte-Americana, do Japão e do Brasil. Ela defendeu que a utilização dos recursos nanotecnológicos deve ser feita com consciência, pensando em seus benefícios e possíveis riscos. “Nos baseando nas medidas adotadas por outros países”, afirmou a pesquisadora do CERJ / Fundacentro.

As experiências internacionais também foram refletidas pelo representante da UITA - Unión Internacional de Trabajadores de la Alimentación, Agrícolas, Hoteles, Restaurantes, Tabaco y Afines, Enildo Iglesias, e por Maria Del Carmen Hernández Moreno, do Centro de Investigacion em Alimentacion y Dessarollo, do México.

Diversos pesquisadores também apresentaram análises produzidas no ambiente acadêmico e dos institutos de pesquisa. “Este seminário teve ação preventiva. Acredito que conseguimos esclarecer as vantagens e desvantagens da nanotecnologia, trazendo uma visão crítica aos trabalhadores, sindicalistas, empresários, profissionais de SST e estudantes”, afirmou Arline Arcuri, da Fundacentro.

Fonte: http://www.inteligenciaambiental.com.br/noticias_integra.asp?noticia=3176

Saiba mais sobre os impactos da nanotecnologia - clique aqui

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Bate-papo virtual sobre nanotecnologia

Participe do “nano-chat”.

Para participar, basta entrar em http://chat.ipt.br/renanosoma/index.php?agenda no dia e hora marcados, clicar no assunto e digitar seu nome de usuário. A duração do bate-papo é de cerca de uma hora.

Confira a Agenda para os próximos Bate-papos

24/10/2007 14:00
Nanotecnologia, Educação e Trabalho
Alexandre Custódio Pinto - Professor de Física e mestre em Ensino de Ciências, com a dissertação “A ciência como tradição cultural e o contraste de teorias no ensino de Física”. Publicou 30 livretos didáticos coordenados que foram reeditados em três volumes para a Fundação Bradesco e adotados por redes estaduais de ensino médio. Atualmente é pesquisador do grupo Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas (IIEP).

26/10/2007 10:00
Ética e experimentação com animais
Carlos Naconecy - Engenheiro civil e filósofo, mestre e doutor em Filosofia pela PUC do Rio Grande do Sul com período sanduíche na Universidade de Cambridge, sua tese é sobre o “Biocentrismo moral e a noção de bio-respeito em ética ambiental”. Publicou o livro “Ética & Animais: um guia de argumentação filosófica”.

29/10/2007 14:00
Bioética e Nanotecnologia
João Carlos Ledo - Engenheiro eletrônico pela FEI, MBA em marketing pela FGV, é mestre pela Universidade São Camilo em Bioética. Sua dissertação abordou as questões bioéticas suscitadas pela Nanotecnologia.

31/10/2007 14:00
Nanotecnologia, Segurança do Trabalhador e a Fundacentro
Arline Sidnéia Abel Arcuri - Bacharel em Química e pesquisadora da Coordenação de Higiene do Trabalho, da Divisão de Agentes Químicos da Fundacentro, fundação do Ministério do Trabalho e Emprego.

05/11/2007 14:00
Nanotecnologia e Genética
Henrique Krieger - Graduado em História Natural, na área de Genética é doutor pela Universidade do Hawaii e livre-docente pela USP. Atualmente é professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Em 2003, foi premiado pela presidência do Brasil como Comendador da Ordem do Mérito Científico.

09/11/2007 10:00
Tratamento de câncer com nanotecnologia
Celso Vataru Nakamura - Graduado em Farmácia Bioquímica, é mestre e doutor em Microbiologia. Professor da Universidade Estadual de Maringá (PR), sua especialidade é em Produtos Naturais e Sintéticos Biologicamente Ativos. Em 2006, iniciou projeto de desenvolvimento de formulação farmacêutica por nanotecnologia para tratar câncer de próstata.

Após o Chat deixe seu comentário aqui no Blog do IIEP.

Participe!

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Uma ética dos robôs

Forte expansão da robótica já provoca debate no Reino Unido, Japão e na Coréia do Sul sobre o estatuto humanos das máquinas

FRANÇOISE LAZARE
PHILIPPE MESMER

O mais novo dos robôs humanóides japoneses tem capacidades impressionantes. Desenvolvido por meio de uma parceria entre a Kawada e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Avançada (AIST) do Japão, o “HRP-3 Promet” tem tudo que o trabalhador do futuro precisa. A máquina branca e preta, de 1,60 metro e 80 quilos, consegue se movimentar nos terrenos mais acidentados, e em qualquer clima.

O robô é capaz de caminhar durante duas horas, manipular com precisão uma chave de fenda, ajudar um homem a carregar uma tábua, conduzir veículos de trabalho. Seus criadores esperam começar a comercializá-lo em 2010.

Em menos de uma década, de acordo com os pesquisadores, os robôs farão parte da vida cotidiana dos japoneses. Bill Gates, cuja Microsoft acaba de desenvolver um sistema operacional padronizado para esse tipo de máquina, acredita que a indústria da robótica, como a dos computadores pessoais 30 anos atrás, está às portas de uma forte expansão.

As novas máquinas evoluirão no contato com os seres humanos e poderão substituí-los na execução de certas tarefas; mas será que terão direitos?

A questão já está em debate no Reino Unido, em um relatório encaminhado ao governo em dezembro de 2006. O projeto Horizon Scan teve por tema cerca de 250 assuntos que estão em desenvolvimento, entre os quais as conseqüências da evolução da robótica.

Podem votar?

Sob o título “sonhos utópicos ou máquinas melhores”, os especialistas discutem aquilo que será preciso prover aos robôs à medida que sua inteligência artificial se desenvolva. Será que terão direito de voto? Serão forçados a pagar impostos, a prestar serviço militar?

De acordo com o estudo, caso os robôs participem da força de trabalho e, portanto, do crescimento da economia, será necessário fornecer a eles, por exemplo, uma cobertura de seguro social que garanta o bom funcionamento de seus equipamentos. Como aponta o texto, um computador, que legalmente não é considerado uma pessoa, não poderia ser responsabilizado judicialmente por qualquer delito.

Seu fabricante, no entanto, poderia proteger seus direitos de propriedade intelectual.
No Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), uma das organizações líderes na pesquisa em robótica nos EUA, Aaron Edsinger está envolvido há três anos no desenvolvimento do robô Domo.

Trata-se de uma fusão entre o Kismet, robô criado para o estudo dos contatos entre máquinas e humanos e da aprendizagem que eles propiciam, e do Cog, muito eficiente na manipulação de objetos.

“A questão dos direitos dos robôs será importante no futuro não apenas para os estudiosos da robótica mas para a sociedade em geral”, diz ele.

“Não estou certo de que ela venha a ser tão diferente da questão dos direitos animais. A probabilidade é que venhamos a nos comportar assim também em relação às diferentes categorias de robôs. Uma lavadora de louças deve continuar a ser uma lavadora de louças. Já os robôs mais infantilizados talvez venham a ocupar o lugar de um cão ou gato. E creio que dentro de 50 anos parecerá natural que concedamos direitos semelhantes aos dos animais a essas duas categorias de companheiros”, diz.

Isaac Asimov

No Japão, a questão vai se apresentar mais cedo, dada a posição importante que a robótica já ocupa na vida cotidiana do país. O envelhecimento da população apresenta problemas de mão-de-obra para as empresas, e também no que tange a encontrar assistência para os idosos. Por isso, laboratórios e parcerias, sob forte pressão do governo, estão investindo pesadamente nesse ramo de atividade.
Os robôs humanóides vêm sendo desenvolvidos pouco a pouco pelos laboratórios, como por exemplo o Wakamaru, que já está à venda para trabalhar como recepcionista em empresas. Já a Alsok, uma fabricante de produtos de segurança, está oferecendo aos clientes os robôs de vigilância C4 e C5, para operar em centros comerciais.

Com uma abordagem bastante pragmática, o Ministério da Economia japonês está trabalhando na redação de normas de segurança para o uso de robôs. A comissão criada para essa finalidade em dezembro de 2006 não deve se pronunciar em favor do estabelecimento de uma distinção entre robôs e outras máquinas.

O fabricante será sempre considerado responsável pelos problemas criados por seu produto, a não ser que as instruções de uso tenham sido desrespeitadas. As normas do governo exigirão que os fabricantes garantam fiscalização séria dos robôs que prestarão serviços pessoais.
Na Coréia do Sul, país igualmente avançado em termos de robótica e grande rival do Japão nessa área, uma “carta ética dos robôs” deve ser redigida neste ano. O texto se inspira nos princípios propostos pelo escritor de ficção científica Isaac Asimov.

Os robôs não deverão fazer mal aos seres humanos ou permitir que estes os façam sofrer. Deverão obedecer aos seres humanos, a menos que isso contradiga a primeira lei. E deverão garantir sua própria proteção, caso isso não contradiga as duas primeiras leis.

Este texto foi publicado no “Le Monde”. Tradução de Paulo Migliacci.

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Conferência sobre Nanotecnologia no dia Internacional de Direitos Humanos

DEFENSORIA DA ÁGUA e DEFENSORIA SOCIAL organizam Conferência Nacional sobre as Nanotecnologias

Será realizada, no dia 10 de dezembro (DIA INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS), a partir de 9 horas, a Conferência Nacional “Convergência de tecnologias, sustentabilidade e Direitos Humanos” no Plenário Franco Montoro da Assembléia Legislativa de São Paulo.

As DEFENSORIAS são colegiados de instituições que atuam em defesa da sociedade no encaminhamento de demandas sociais e coletivas, resultado das Campanhas da Fraternidade de 2004 a 2007.

Enviado por:

Leonardo Aguiar Morelli
Secretário Geral da DEFENSORIA DA ÁGUA
www.defensoriadaagua.org.br

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Apresentações sobre Nanotecnologia

Acesse aqui as apresentações do Seminário “Nanotecnologia, Saúde dos Trabalhadores, Alimentos e Impactos à Sociedade e ao Ambiente”, realizado na Fundacentro, nos dias 03 e 04 de outubro de 2007.
Instituições organizadoras: DIEESE, DIESAT, FUNDACENTRO, IIEP, INCRA, ORIT e RENANOSOMA.

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arline - arline
1) O que é nanotecnologia?
por Arline Sydneia Abel Arcuri - FUNDACENTRO
clique aqui para baixar a apresentação (2,2 MB)

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fernando - fernando
2) A Confederação nacional dos Químicos da CUT e a Nanotecnologia.
Por Fernando Alvares - CNQ/CUT
clique aqui para baixar a apresentação (73 KB)

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suzano - suzano
3) Onde são utilizados processos nanotecnológicos no Brasil.
Por Odair Rangel - Empresa Suzano Petroquimica
clique aqui para baixar a apresentação (7,5 MB)

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valeria - valeria
4) Levantamento dos estudos/ pesquisas e ações em nanotecnologia e Segurança e Saúde dos Trabalhadores no Mundo.
Por Valéria Ramos Soares Pinto - FUNDACENTRO/CERJ
clique aqui para baixar a apresentação (1,8 MB)

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vladimir - vladimir
5) Proteção respiratória na prevenção da exposição a nanopartículas.
Por Antônio Vladimir Vieira - Fundacentro
clique aqui para baixar a apresentação (8,1 MB)

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priscyla - priscyla
6) Nanobiotecnologia.
Por Priscyla Daniely Marcato - IQ-UNICAMP
clique aqui para baixar a apresentação (5,5 MB)

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silvia - silvia
7) Impactos à saúde, representado pelos materiais nanoestruturados.
Por Silvia Berlanga de Moraes Barros - Faculdade de ciências Farmacêuticas - USP
clique aqui para baixar a apresentação (511 KB)

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enildo - enildo
8) Visão internacional da UITA - Unión Internacional de Trabajadores de la Alimentación, Agrícolas, Hoteles,Restaurantes, Tabaco y Afines.
Por Enildo Iglesias - UITA
clique aqui para baixar a apresentação (2,3 MB)

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lilian - lilian
9) Visão Nacional dos trabalhadores sobre nanotecnologia.
Por Saulo Aristides e Lilian Arruda Marques - DIEESE
clique aqui para baixar a apresentação (8,1 MB)

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Para mais informações, leia outros artigos publicados aqui no Blog do IIEP.

Clique aqui e boa leitura!

Equipe do IIEP

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A inteligência das espécies

Jornal “O Estado de São Paulo”
Domingo, 23 setembro de 2007
CADERNO 2

Ray Kurzweil defende que, em 2020, a tecnologia computacional vai se impor à humana

por: Laymert Garcia dos Santos

Em 1990, numa entrevista premonitória, Heiner Müller observava: ‘O verdadeiro problema deste século da tecnologia é a desrealização da realidade: a fuga da realidade na imaginação. As coisas não são como estão. Tudo é cada vez mais em sentido figurado. É a tendência.’ Na mesma oportunidade, o poeta surpreendeu seu interlocutor, e seus leitores, ao apontar que a estratégia de aceleração total econômica e tecnológica se fundava no princípio da seleção, e que o sujeito humano ia desaparecer no vetor da tecnologia.

As palavras de Müller voltam à mente com força total quando nos damos conta de que o desenvolvimento tecnocientífico e a competição desenfreada no capitalismo globalizado obrigam as corporações transnacionais, as organizações multilaterais e os governos do Primeiro e de outros Mundos a lidarem com a ‘tendência’ nos próprios termos apontados pelo poeta. No entanto, caberia acrescentar que a busca do sentido figurado parece levá-los a tentar antecipar o futuro, não só para entenderem o que está acontecendo e preverem sua conduta, mas também para enquadrarem os acontecimentos em parâmetros administráveis, isto é, sob a perspectiva do controle (e do descontrole). Diante da opacidade do real, da indeterminação e da instabilidade generalizada, todos estão atrás da transparência de uma bola de cristal - ou da imagem que possa revelar a cifra do que vem por aí. Nesse sentido, disseminou-se a elaboração de cenários futuros, como os da Shell International, do National Intelligence Council e da Rand Corporation, dos Estados Unidos, ou o do Escritório Europeu de Patentes, entre outros. E desenvolveu-se uma verdadeira fissura pelas opiniões e análises dos escritores de ficção científica crescentemente instados a ler e a decifrar as tendências emergentes.

Muito a propósito, em seu interessantíssimo livro Tomorrow Now, Bruce Sterling comenta a situação da seguinte maneira: ‘A coisa mais estranha a respeito de minha relação com o capitalismo é quão próximo o mundo dos negócios ficou da ficção científica. À medida que os anos passaram e que minha carreira evoluiu, os negócios avançaram de modo cada vez mais rápido e agressivo em meu próprio território cultural. A ficção científica sempre foi um mote para o estranho e o improvável, mas a virada do século marcou a primeira vez em que comecei a receber das empresas sérias ofertas de emprego. O pessoal do business começou a me convidar para ocupar cargos executivos, para integrar conselhos consultivos e o board de diretores das corporações. De nada adiantou que eu lhes mostrasse que nunca em minha vida estivera numa folha de pagamento, que não tinha experiência como executivo, que não tinha interesse nenhum em corresponder às expectativas dos acionistas. Eles já sabiam de tudo isso. Na verdade, eles gostavam dessa parte. Era por isso que estavam atrás de mim. Eu ganho a minha vida maquiando uma estranha sucata imaginária, e eles consideravam isso um ativo maior no mundo dos negócios.’

Digamos, então, que os mundos dos fatos e das ficções estão se misturando de modo inextricável, que a incerteza quanto ao futuro só faz aumentar, e que a imaginação precisa correr solta para incorporar os possíveis, a fim de que a insegurança atual seja compreendida, gerida e contida - como na guerra preventiva de Bush. Mas assim como a antecipação procura trazer o futuro para o presente, também projeta o presente no futuro. E, em meu entender, uma das antecipações mais interessantes é aquela que se volta para o futuro do humano. O filósofo inglês Keith Ansell-Pearson já observou que os pós-modernos gostam de anunciar o fim das grandes narrativas; mas para ele está em curso a construção de uma grande narrativa em torno da obsolescência do humano. Ora, esta última mobiliza os principais temas apontados por Müller - aceleração econômica e tecnológica, princípio de seleção e desaparecimento do sujeito no vetor na tecnologia.

Com efeito, são esses os ingredientes básicos do livro A Era das Máquinas Espirituais, de Ray Kurzweil (Aleph, 512 págs., R$ 69), que acaba de ser lançado no Brasil, com alguns anos de atraso, é claro, em virtude de nossa velocidade periférica. Escrito em 1999, portanto, no limiar do século 21, o volume pretende anunciar a emergência ‘inexorável’ de seres mais inteligentes que os humanos nas próximas décadas, e a necessidade de nos prepararmos para esse advento, de enorme importância sob todos os aspectos, do cosmológico ao subjetivo.

A era das máquinas espirituais de Kurzweil é apenas uma das diversas vertentes que estudam o futuro pós-humano do homem, seja através da ’superação’ deste por uma outra espécie mais avançada, seja através de seu engenheiramento, pela convergência das novas tecnologias da informação (biotecnologia, nanotecnologia e robótica). Mas ela merece destaque porque inventa uma teoria que busca demonstrar a inexorabilidade do pós-humano a partir da existência de leis de aceleração que explicariam toda a evolução - do universo, do mundo, das espécies, do homem e das máquinas. Estamos, portanto, diante de um autor que escreve como se quisesse adotar o ponto de vista da aceleração e, para fazê-lo, precisasse desenhar uma perspectiva que, a partir do presente, projeta a ação da aceleração simultaneamente sobre o passado e o futuro. Assim, após um prólogo no qual é proposto o surgimento de uma nova espécie superior, o livro se divide em três partes: Sondando o Passado; Preparando o Presente; Encarando o Futuro.

Paul Virilio já havia tentado ler a experiência contemporânea com as novas tecnologias, não a partir da velocidade da luz (preconizada pela teoria einsteiniana), mas à luz da velocidade; por sua vez, Richard Buckminster-Fuller havia feito da aceleração exponencial, isto é, da aceleração tecnológica um vetor importante para explicar de que modo as transformações da técnica surtiam maior impacto na nossa maneira de viver e de pensar do que a política. Entretanto, é Kurzweil quem pretende conferir à aceleração um caráter natural absoluto, ao eleger a lei de Moore como a matriz explicativa de toda a evolução. Com efeito, tudo se passa como se A Era das Máquinas Espirituais fosse uma imensa extrapolação dessa ‘lei’.

Como se sabe, Gordon Moore, o inventor do circuito integrado, observou, em 1965, que a área de superfície de um transistor embutida em um circuito integrado estava sendo reduzida em 30% a cada 12 meses, desde 1958; em 1975, Moore teria revisto sua observação para 24 meses. De todo modo, isso significava que, a cada dois anos, tornava-se possível inserir duas vezes mais transistores num circuito integrado, duplicando, portanto, tanto o número de componentes em um chip quanto sua velocidade; e como o custo de um circuito integrado é razoavelmente constante, podia-se duplicar a capacidade de cálculo e a velocidade pelo mesmo preço. O resultado é que a Lei de Moore dos Circuitos Integrados, que já vigora há quase 50 anos, tornou-se o paradigma a partir do qual se calcula a intensidade da aceleração tecnológica. Ora, partindo dessa constatação, o que fez Kurzweil? Em primeiro lugar, postulou que a computação - entendida como a habilidade de lembrar e de solucionar problemas - abarcava tanto a evolução da tecnologia criada pelo homem quanto a evolução dos organismos multicelulares; e se agora a computação se acelerava exponencialmente, nem sempre tinha sido assim. Urgia, portanto, conectar a teoria da evolução das espécies com o que afirmava a teoria cosmológica da Terra e do Universo (que havia propiciado o surgimento dos organismos multicelulares) para entender como a Lei de Moore se coadunava com o que Kurzweil denominou a Lei do Tempo e do Caos e a Lei dos Retornos Acelerados - a primeira, pensada para explicar por que o caos aumenta exponencialmente à medida que o tempo diminui também exponencialmente; a segunda, concebida para explicar por que o tempo acelera exponencialmente à medida que a ordem aumenta também exponencialmente. Do complicado agenciamento dessas leis, resulta uma espécie de naturalização da aceleração tecnológica, que passa agora a ser entendida como uma continuação da evolução das espécies, independente da vontade e da decisão dos humanos. Nesse sentido, no âmbito do ultradarwinismo de Kurzweil, a Lei de Moore não só funciona como o elo de ligação entre seleção natural e seleção não natural (tecnológica), mas também como a verdade científica que permite articular por que em torno de 2020 uma outra tecnologia computacional, não mais humana, vai se impor necessariamente.

Com a palavra, Kurzweil: ‘A introdução da tecnologia na Terra não é meramente uma questão particular de uma das inumeráveis espécies da Terra. É um evento fulcral na história do planeta. A maior criação da evolução - a inteligência humana - está providenciando os meios para o próximo estágio da evolução, que é a tecnologia. A emergência da tecnologia é prevista pela Lei dos Retornos Acelerados. A subespécie Homo sapiens emergiu apenas dezenas de milhares de anos depois de seus antepassados humanos. De acordo com a Lei dos Retornos Acelerados, o próximo estágio da evolução deveria medir seus eventos relevantes em meros milhares de anos, rápido demais para a evolução com base no DNA. Esse próximo estágio da evolução foi necessariamente criado pela inteligência humana propriamente dita, outro exemplo do mecanismo exponencial da evolução usando suas inovações de um período (seres humanos) para criar o próximo (máquinas inteligentes).’ ‘A emergência de tecnologia foi um marco na evolução da inteligência na Terra porque representou um novo meio de a evolução registrar seus desenhos. O próximo marco será a tecnologia criando sua própria próxima geração sem intervenção humana. O fato de que existe apenas um período de dezenas de milhares de anos entre esses dois marcos é outro exemplo do ritmo em aceleração exponencial que é a evolução.’

O leitor já deve ter percebido que para Kurzweil o que conta, acima de tudo, é a inteligência, entendida como potência de computação. Se as máquinas podem ser mais inteligentes do que os humanos, é natural que na competição conosco elas levem a melhor, e nos substituam como espécie superior. Mas, atenção: do ponto de vista do autor, isso não é nenhuma tragédia, até porque a evolução tecnológica permitirá que nossa inteligência se eternize fora de nosso meatware, pois será possível fazer evoluir o download de nossas mentes em outros suportes. Porém, não deixa de ser irônico constatar que a última pergunta do livro é angustiante: ‘Até que ponto a inteligência é relevante no Universo?’

Laymert Garcia dos Santos é professor titular do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Autor de Politizar as Novas Tecnologias, entre outros, escreve regularmente sobre as relações entre tecnologia, cultura e sociedade.

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Nanociência e a saúde dos trabalhadores em debate

nano 02 - nano 02
Nos dias 3 e 4 de outubro, na Fundacentro, em São Paulo (SP), seminário aborda impactos da utilização da escala nanométrica sobre o ambiente e o trabalhador
Capacidade potencial de manipular cada átomo e cada molécula no lugar desejado, compactar processadores de dados, criar competência para estruturar uma engenharia molecular, essas são algumas definições que apenas apresentam um pouco sobre nanotecnologia, ciência que especialistas afirmam ser o limiar de uma nova revolução industrial.

No entanto, mesmo com a iminente transformação social proposta, ainda existem poucos estudos científicos sobre o assunto. Não se tem idéia, por exemplo, dos possíveis efeitos tóxicos para a população humana e o meio ambiente, os métodos apropriados para ensaios e impactos desses materiais nanoestruturados, no que se refere aos alimentos, à saúde dos trabalhadores e ao meio ambiente.

À luz dessas questões, a nanotecnologia – que pode ser aplicada em uma escala um milhão de vezes menor que um milímetro – se mostra uma ciência ainda mais desafiadora. Razão pela qual a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), em conjunto com outras quatro instituições, realiza o Seminário “Nanotecnologia, saúde dos trabalhadores, alimentos e impactos à sociedade e ao meio ambiente”.

O seminário acontece nos dias 3 e 4 de outubro, a partir das 8 horas, no auditório Edson Hatem da Fundacentro – localizado à rua Capote Valente nº 710, em Pinheiros, São Paulo (SP).

Engajamento público em nanotecnologia

De acordo com os organizadores do evento, o seminário pretende abordar essas incertezas em relação à nanotecnologia e também, provocar uma reflexão sobre os impactos dessa técnica, principalmente no âmbito da Saúde e Segurança do Trabalhador (SST).

Os organizadores querem também sensibilizar a sociedade em relação aos impactos sócio-econômicos e ambientais desencadeados com o surgimento da nanotecnologia. “Temos que pensar nanotecnologia em SST e, por isso, esperamos contribuir para que o público não especializado obtenha informação”, explica Paulo Roberto Martins, coordenador da Rede de Pesquisas em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente (Renanosoma).

Com o esclarecimento das vantagens e desvantagens, a discussão dos possíveis efeitos e, principalmente, dos danos que a nanotecnologia pode envolver, o seminário quer convocar a sociedade para um engajamento público e debate.

De acordo com a pesquisadora da Fundacentro, Arline Arcuri, o grande salto da nanociência foi o conhecimento científico adquirido para a manipulação das moléculas. Mas, para se tornar uma ação produtiva, ela considera que devem ser desenvolvidos mecanismos que evitem o aparecimento de possíveis danos ao trabalhador e ao meio ambiente.

“É importante debater a nanotecnologia ainda no laboratório e não quando ela já está no mercado. Por isso, o seminário tem um caráter de uma ação preventiva”, explica Arline.

Nanotecnologia, várias tecnologias

Ao se referirem à nanotecnologia, especialistas falam em diversas tecnologias utilizadas. Os diferentes campos de atuação da manipulação de materiais em tamanho nano compõem, de fato, a nanotecnologia.

É o que diz a pesquisadora Arline, que também chama atenção para transformação dos processos e produtos utilizados diariamente pela sociedade, que poderão causar grandes efeitos à população.

“Não é uma coisa única. Existem várias nanotecnologias utilizadas em alimentos, medicamentos, informática, entre outros”, afirma a pesquisadora.

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Regulamentação da Nanotecnologia

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Mutações. O futuro pós-humano

Sérgio Augusto, em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 11-08-2007, fala do curso ‘Mutações - Nova Configuração do Mundo’, organizado pelo professor Adauto Novaes sobre as mais recentes configurações globais diante dos avanços tecnológicos.

Eis a notícia.

A passagem do homo habilis para o erectus nenhum de nós viu. A do neandertal para o sapiens, tampouco. Já a do sapiens para o - como chamá-lo? Homo transilis? Ciborguense? Frankenstecno? Transgenóide? - poucos de nós perderão. Seus protótipos já andam por aí, de passagem, em ’soft opening’, evoluindo como, digamos, Steve Rogers, aquele franzino soldado que saiu de um laboratório das forças armadas americanas como o superanabolizado Capitão América.

Darwin adoraria ver onde foi desembocar o evolucionismo. Continuamos descendendo do macaco, mas a biotecnologia queimou tantas etapas e abriu tantos horizontes que não sabemos até quando seremos meros sapiens ou se já não somos mais o que éramos ou fomos. Avanços avassaladores da engenharia genética, da robótica e da nanotecnologia há tempos alteram nossas mentes, nossas memórias, nossos metabolismos, nossas personalidades, nossa progênie - quem sabe, um dia, até nossas almas serão modificadas em laboratórios e centros de pesquisas, e todos sonharemos com ovelhas elétricas, como os andróides de Blade Runner.

Aonde nos levará essa evolução radical? Ao céu da longevidade, da saúde perfeita, da inteligência superior, da força hercúlea, da memória prodigiosa, da resistência à dor, da comunicação telepática, num mundo organicamente integrado, sem fome, sem doenças, sem desigualdades sociais, ecologicamente equilibrado e com acesso irrestrito à informação? Ou ao inferno da entropia (mais Hulk, menos Capitão América), de abusos capazes de provocar sérios e imprevistos efeitos colaterais, com danos ainda mais catastróficos ao corpo humano, ao meio ambiente e à economia?

É dessas perguntas que parte um estudo precioso de Joel Garreau, Radical Evolution, repleto de revelações sobre o admirável mundo novíssimo das pesquisas biotecnológicas e das mutações humanas, há dois anos à espera de uma tradução brasileira. Sua questão última (’o que, a essa altura, significa ser humano?’) permanece em aberto. Obra de divulgação científica, jornalisticamente impecável, promove uma sucessão de assombros (ah, se vocês soubessem o que é um exosqueleto e conhecessem o currículo de invenções de uma agência de projetos avançados chamada Defense Advanced Research Projects Agency!), perplexidades (são incontáveis as provas de que vivemos o maior desafio humano dos últimos não sei quantos milhões de anos), preocupações (vírus para fins pacíficos podem virar armas letais nas mãos de um terrorista, nanorobôs com surtos homicidas) e questões éticas (que nos remetem aos alertas de Bill Joy, ‘o Thomas Edison da Internet’, Edward Tenner, Charles B. Perrow e outros abalizados profetas do apocalipse cibernético).

O exosqueleto, cujo protótipo foi desenvolvido pelo exército dos EUA, é um uniforme que possibilita a um soldado carregar, nas costas, nos braços ou a tiracolo, 90 quilos do que quer que seja como se estivesse carregando pouco menos de 3 quilos. Não demora muito e o conceito de E-skin, recurso nanotecnológico que permite às pessoas ‘vestirem’ a pele de seus ídolos do passado e do presente, deixará de ser uma fantasia, grife Mark Budz, lançada no romance futurista Idolon. Os direitos de imagem e propriedade física? Problemão jurídico. Mas, antes, uma questão ética. Poucos dias depois da publicação de Idolon (a R$18,28 na Livraria Cultura), a Unesco publicou um relatório sobre a Ética e a Política da Nanotecnologia.

Seria bastante produtivo se, antes de acompanhar o curso ‘Mutações - Nova Configuração do Mundo’, cada inscrito precariamente versado nas chamadas tecnologias GRIN (genética, robótica, informação e nanoprocessos) pudesse ler as 273 páginas de Radical Evolution (a R$ 68,38 na Livraria Cultura). Com a chancela do professor Adauto Novaes e patrocínio da Petrobras, ‘Mutações’ oferecerá 20 discussões sobre a evolução radical repertoriada por Garreau. Co-patrocinado pela Caixa Econômica Federal, a Fiat e os Sescs de São Paulo e Paraná, o curso se estenderá a cinco capitais, começando pelo Rio de Janeiro, no dia 20.

‘Foi o curso mais trabalhoso para montar, entre todos os que já organizamos’, revela Novaes, que aproveitará a oportunidade para lançar a versão livro de seu curso anterior, O Esquecimento da Política, editado pela Agir e, de certo modo, uma prévia de algumas questões aprofundadas no novo ciclo de palestras. Por exemplo: o esvaziamento do convívio social e os entraves à ação política provocados pelas novas tecnologias.

‘Vivemos uma época prodigiosamente vazia, na qual concepções políticas, crenças, idéias, sensibilidades, enfim, formas de existência e visões de mundo que antes pareciam dar sentido às coisas perdem valor’, constata e lamenta Novaes, esclarecendo que os valores humanos não desapareceram, apenas certos meios de expressão desses valores. Tecnizado e mercantilizado, já é outro o mundo que habitamos. Para entendê-lo, precisamos nos abrir para outros conhecimentos. A tecnociência exige novos saberes. Do contrário, jamais superaremos os dilemas (o que somos? onde estamos? para onde vamos?) alimentados pela ignorância tecnológica.

‘O estilo de vida e as concepções de mundo que hoje nos dominam são superficiais e mecânicos’ - prossegue Novaes - ‘e as antigas definições são insuficientes para entendê-las.’ À nossa frente ou ao nosso redor, uma autêntica revolução antropológica, que nada tem a ver com as revoluções históricas (a Francesa, a Soviética, etc.), uma transformação que, segundo Jean Baudrillard, corresponde a uma perfeição automática do aparelho técnico, a uma capitulação do pensamento diante do seu duplo técnico, a uma desqualificação do homem, da qual nem o próprio homem tem consciência. Além da liberdade, o homem teria perdido a imaginação de si mesmo. A técnica não está em nosso poder; somos nós que, sem nos darmos conta, estamos em poder dela, alertou Jacques Bouveresse. Duvidar disso é render-se a um preconceito e a uma ilusão antropológica, arrematou Bouveresse.

O wittgensteiniano filósofo francês não virá para o curso. Em compensação, teremos Jean-Pierre Dupuy, expert em nanoética, para quem a ciência e a técnica dominantes em nossas sociedades não podem ajudar a preencher o vazio de sentido que parece afetá-las, justamente por serem elas as principais responsáveis por esse vazio. Ou pela exacerbação do ‘mal-estar’ do mundo industrializado, com seus deprimidos, obesos, drogados e anoréxicos, os protagonistas da conferência da psicanalista Maria Rita Kehl. Outro francês presente, o geneticista Axel Khan, questionará o anti-humanismo moderno proposto há oito anos por Francis Fukuyama, o tecnocrata que ‘enterrou’ a História com ela ainda viva e respirando.

‘Precisamos saber se nosso presente é fruto de uma mutação já consumada, ou se é transcrição para uma mutação ainda por vir’, perguntará o diplomata e acadêmico Sergio Paulo Rouanet, partindo para uma defesa intransigente do humanismo da Renascença e do Iluminismo, de que ficamos órfãos por obra de uma ‘tecnociência cega’, que nos transformou em mutantes, ‘tristes descendentes de uma humanidade perdida para sempre’. Dos mais otimistas do curso, Rouanet encara de frente o ‘presente assustador’ e nele procura os instrumentos para ‘uma verdadeira mutação’, aquela prenunciada na Encyclopédie iluminista, em que o homem recupere a ‘capacidade de pensar o ser e programar seu destino, em vez de ser arrastado por uma tecnociência que lhe tira a visão do todo e o arrasta, como um turbilhão, em direção a um futuro não desejado’.

A cada 18 meses dobra o poder de processamento dos computadores. Essa é a Lei de Moore. A partir dela, Ray Kurzweil, autor de A era das máquinas espirituais, calculou que o futuro pós-humano, pós-biológico, estará consumado em 2045. Ou seja, daqui a 38 anos, dar-se-á, finalmente, o que os biotecnólogos chamam de Singularidade Tecnológica, conceito derivado de um prognóstico de Irving J. Good, que em 1965 previu que em algum momento a inteligência artificial (leia-se: computadores) alcançaria o mesmo padrão de sofisticação cognitiva da inteligência humana, e logo poria seus criadores no chinelo, institucionalizando o primado do pós-humano ou do transumano. Pelas previsões de Kurzweil, estabelecida a hegemonia da inteligência artificial, surgirão organismos bio-cibernéticos e a evolução tecnológica ocorrerá de forma extremamente rápida, em escala e proporções inimagináveis.

Humanos de todo o mundo, uni-vos! Nada tendes a perder, a não ser o que já não é vosso.

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Vida Artificial

Vida Artificial

Adeus Dolly, a vez Sintia.

Em Zurich a sociedade civil reclama um controle urgente sobre a criação de organismos sintéticos.

Cientistas e empresários no controvertido novo campo da biologia sintética (a construção de formas de vida desde o zero) se reúnem essa semana em Zurich, Suíça, com a expectativa de que o primeiro ser vivo totalmente construído por seres humanos está praticamente a umas semanas de sua criação. Grupos da Suíça e da sociedade civil internacional exigem que haja um controle desta tecnologia, mas os cientistas tentam evitar a regulamentação adiantando-se com propostas para esquivá-las. Enquanto os cientistas se reúnem em Zurich, a Royal Society do Reino Unido e o governo Suíço anunciam planos para investigar a biologia sintética.

Biologia Sintética 3.0
“Biologia Sintética 3.0” é o nome do congresso científico internacional, com sede em Zurich, que acontece do dia 24 a 27 de Junho para discutir os recentes avanços da biologia sintética, o novo campo da engenharia genética extrema que busca construir formas de vida sintéticas (através da química) e embuti-las no laboratório para produzir “máquinas vivas” – organismos totalmente programados para desempenhar tarefas particulares. Alguns desses organismos são desenhados para se liberar ao ambiente. Atualmente existem uma dezena de empresas de biologia sintética no mundo inteiro além de 70 “montadores de genes” que manufaturam moléculas de DNA para uso industrial. Os primeiros produtos comerciais derivados da biologia sintética (como uma fibra têxtil da DuPont) estão prestes a entrar no mercado e existe a preocupação de que patogênicos perigosos, como o vírus da varíola ou a Ébola possam ser construídos nos laboratórios e serem utilizados como armas biológicas. Uma vez que a biologia sintética vai muito mais além das técnicas de engenharia genética usadas anteriormente para produzir alimentos e fármacos transgênicos, não existem leis que tratem da segurança contra armas biológicas, nem a inocuidade para a saúde humana desses organismos ou os seus riscos sociais.

“ Mais uma vez uma nova tecnologia avança de forma ameaçadora sem que nenhum governo ou organismo internacional seja capaz de regulamentá-la ou controlá-la”, diz a bióloga Florianne Koechlin da SAG (o grupo suíço que trabalha com tecnologia de genes).
“ Mais uma vez escutamos da comunidade científica, com o apoio da indústria e das forças armadas, que possuem a vida sobre controle e que logo poderão construí-la desde o zero. Mas a vida é mais que a soma de suas partes”. Koechlin é membro de um organismo de ética, com apoio do governo da Suíça, que investigará as implicações da biologia sintética em 2007.

Quem é o dono da Biologia Sintética 3.0?

A tarefa de criar uma nova legislação tornou-se mais urgente a princípios desse mês, quando o Grupo ETC, uma organização da sociedade civil internacional, descobriu a primeira solicitação de patente sobre uma forma de vida artificial produzida através da biologia sintética. A solicitação de patente nº 20070122826, intitulada “Genoma bacteriano mínimo” reclama direitos de monopólio sobre um “organismo vivo que pode crescer e se reproduzir” cujo genoma (sua informação genética completa) se construiu totalmente em laboratório. Craig Venter, cujo instituto científico tramitou a solicitação patente, disse a Business Week que sua equipe está há semanas ou meses de produzir tal organismo, batizado Micoplasma laboratorium (que o Grupo ETC apelidou de ‘Syntia’). (1) Se o conseguem, marcarão um divisor de águas na evolução tal como a temos conhecido.

Craig Venter, inclusive, têm uma longa história sobre misturar ciência de vanguarda com exploração comercial. Ele encabeçou a parte privada do projeto de seqüência do genoma humano, vendendo informação genética humana a companhia farmacêutica que lhe dava na telha. Mais uma vez anunciou que espera fazer muito dinheiro com essa nova ciência, alardeando que sua nova criação sintética seria o primeiro organismo de um bilhão de dólares. (2) Apenas a semana passada firmou um contrato de investimento com a empresa petroleira Britsh Petroleum, que elevou o valor de sua nova empresa, Synthetic Genomics Inc., a 300 milhões de dólares. (3) Os críticos da sociedade civil têm a preocupação de que com as patentes de amplo espectro, Venter consiga uma posição de monopólio como o ‘Microbiosoft’ da biologia sintética.

“No último ano, os que fazem biologia sintética têm ido para cama com as grandes empresas”, explica Jim Thomas do Grupo ETC. “Com a British Petroleum, Cargill e DuPont apostando na biologia sintética, a agenda corporativa está começando a tomar as rédeas dessa poderosa tecnologia. A sociedade deve se preocupar por quais interesses serão ignorados ou esmagados”.

Biologia Sintética 3.0, aqui estamos de novo

Faz um ano (durante a reunião de Biologia Sintética 2.0 em Berkeley, Califórnia), os cientistas tentaram impor um plano para auto-regulamentar suas atividades, o que foi visto pelos críticos como uma manobra para evitar futuras legislações.
Suspenderam seus planos silenciosamente depois que 38 organizações da sociedade civil assinaram uma carta aberta chamando os cientistas para abandonar o esquema e trabalhar de forma a incluir a sociedade no diálogo. Tal diálogo ainda não se vislumbra. Este ano as mesmas propostas se apresentaram com novo envoltório no número de Junho da Nature Biotechology. (4) A proposta de auto-governo reciclada, feita por membros de um novo grupo comercial, The Internacional Consortium for Polynucleotide Synthesis, junto com cientistas-empresários e empregados do FBI (Bureau Federal de Investigação dos Estados Unidos), enfoca exclusivamente nas questões de armamento biológico. Apresenta uma estrutura na qual a indústria coloca as melhores práticas e o software de identificação de DNA sintético que possa ser atrativo para os bioterroristas. Além disso, os autores recomendam que todos os compradores de DNA sintético revelem seus nomes, a instituição a qual servem e compartam qualquer informação de biosegurança relacionada com as seqüências que estão ordenando.

Os autores sentem-se satisfeitos de que esse esquema será suficiente para cumprir as leis existentes sobre segurança biológica. Os críticos não estão convencidos.

“Dos catorze autores do esquema proposto, apenas quatro (que são empregados do FBI) declararam que havia interesses financeiros que competiam com a proposta. Pensamos que os investimentos dos próprios autores no êxito da tecnologia não ajuda a sua capacidade de auto-crítica, senão que a anula”, argumenta Kathy Jo Wetter do Grupo ETC. “Já é suficientemente negativo que está nova indústria reclame propriedade exclusiva sobre formas de vida artificiais; não se deve permitir-lhes que façam suas próprias regulamentações, artificiais também.”

Para maiores informações:
Jim Thomas, ETC Group jim@etcgroup.org
Kathy Jo Wetter, ETC Group kjo@etcgroup.org
Pat Mooney, ETC Group
etc@etcgroup.org tel: +1 613 241-2267
Hope Shand, ETC Group
hope@etcgroup.org tel: +1 919 960-5767
Silvia Ribeiro, ETC Group
silvia@etcgroup.org tel: +52 5555 6326 64
Florianne Koechlin, SAG
fkoechlin@datacomm.ch
tel: +41 79 6530274
MAIOR CONTEXTO SOBRE A BIOLOGÍA SINTÉTICA, VER:
Reportagem de Grupo ETC: Engenharia genética extrema: uma introdução a biologia sintética, janeiro de 2007
http://www.etcgroup.org/es/materiales/publicaciones.html?pub_id=603
Boletim de imprensa e documento de contexto de Grupo ETC, “Os micróbios saem de caixa de Pandora”, 7 de Junho de 2007
http://www.etcgroup.org/es/materiales/publicaciones.html?pub_id=632
“Solicitação de patente do Instituto Venter sobre a primeira espécie do mundo sintetizada totalmente em laboratório”
http://www.etcgroup.org/es/materiales/publicaciones.html?pub_id=633
Boletim de imprensa de Grupo ETC e documento de contexto:
“Alarme sobre biologia sintética: coalizão global demanda debate público y supervisão imediata”
http://www.etcgroup.org/es/materiales/publicaciones.html?pub_id=6
http://www.etcgroup.org/es/materiales/publicaciones.html?pub_id=7
NOTAS:
1. John Carey, “On the Brink of Artificial Life, Business Week, 25 de junio de 2007 http://www.businessweek.com/magazine/content/07_26/b4040047.htm
2. Barrett Sheridan, “Making It Happen,” Newsweek International, 4 de junio de 2007http://www.msnbc.msn.com/id/18882837/site/newsweek/
3. Michael Kanellos, “Oil giant BP invests in microbe specialist,” CNET News.com 14 de junio de 2007; Matt Marshall, “Synthetic Genomics searches for alternative fuels, valued at $200M,” VentureBeat, 18 de junio de 2007 http://venturebeat.com/
4. Hans Bügl et al., “DNA synthesis and biological security,” Nature Biotechnology, Vol. 25, No. 6, junio de 2007, pp. 627-629.

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Os trabalhadores da alimentação e da agricultura questionam as nanotecnologias

UITA - Nanotecnologia

As nanotecnologias (NT) constituem a revolução tecnológica mais importante de nossos tempos. As características técnicas que as distinguem são a produção de novos materiais e a atribuição de novas funções para os materiais conhecidos. O caráter dúctil destas tecnologias permite que elas sejam aplicadas em praticamente qualquer setor da produção. Isso acarreta potenciais efeitos devastadores sobre as antigas tecnologias e produtos, sendo de se esperar que ocorram transformações econômicas e sociais de envergadura nos próximos anos.

No artigo (acesse por aqui) analisamos o posicionamento da União Internacional de Trabalhadores da Alimentação, Agrícolas, Hotéis, Restaurantes, Tabaco e Afins (UITA) diante das nanotecnologias, contextualizando-as no debate em andamento sobre as implicações sociais e econômicas, e sobre os potenciais riscos ambientais e para a saúde destas novas tecnologias. A declaração da UITA tem um peso político considerável por seu caráter global, na medida em que representa aproximadamente 12 milhões de trabalhadores em mais de 120 países. Sua importância também decorre de saber expor claramente os interesses específicos dos trabalhadores diante do desenvolvimento das nanotecnologias.

fonte: http://www.rel-uita.org/nanotecnologia/trabajadores_cuestionan_nano-por.htm
Leia mais…

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¿Soberanía alimentaria o Revolución Verde 2.0?

Comunicado de prensa
4 junio de 2007
www.etcgroup.org

¿Soberanía alimentaria o Revolución Verde 2.0?
La “bala de plata” tiene un armaŠ

El Grupo ETC publica ahora en español el Communiqué de 16 páginas ¿Revolución Verde 2.0 para África?, describiendo cinco nuevas iniciativas para “mejorar” la agricultura en ese continente.

Los proyectos principales son la construcción de cuatro centros de excelencia agropecuaria y la fuerte inversión de las Fundaciones Bill and Melinda Gates y Rockefeller en una “Alianza para una Revolución Verde en África”, AGRA por sus siglas en inglés.

“La Revolución Verde que ocurrió después de la Segunda Guerra Mundial se enfocó en variedades vegetales semi enanas de alto rendimiento”, dice Pat Mooney, director ejecutivo del Grupo ETC. “Fue una estrategia agropecuaria que impuso lo mismo a todos, fuera apropiado o no. En África esta bala de plata no funcionó. Las tecnologías de la Revolución Verde no respondieron a las necesidades y los recursos de los agricultores africanos.

¿Revolución Verde 2.0 para África?, el informe del Grupo ETC, advierte que los grandes inversionistas de estos proyectos quieren usar las modas científicas de gran éxito como estrategia para reestructurar la agricultura africana. Si bien el eje de esta nueva revolución verde serán las semillas de alta tecnología, el G8 y las fundaciones privadas también quieren promover cambios en la estructura de mercado en el continente, en las leyes de propiedad intelectual y en las regulaciones sobre semillas, de modo que los proveedores de insumos agrícolas aseguren la rentabilidad de sus negocios. “La ciencia de gran taquilla extenderá sus tentáculos hacia los proveedores de pequeña escala”, explica Pat Money. “Parece que la bala de plata tiene un arma”.

Si bien nos parece lógico un enfoque de amplio espectro para la agricultura africana, el Grupo ETC cuestiona que todas estas grandes iniciativas derivan de planteamientos de los países de la OCDE. Nadie está dialogando con los agricultores y campesinos ni con sus organizaciones. El gobierno canadiense, por ejemplo, está construyendo una instalación de investigación biotecnológica con costo de 30 millones de dólares en Nairobi para desarrollar cultivos transgénicos. La propuesta vino de una red de investigación internacional con sede en Washington, no de los africanos. De la misma forma, la iniciativa Gates/Rockefeller ya cuenta con un plan detallado para distribuir sus primeros 150 millones de dólares, pero admite que aún le falta platicar con las organizaciones de agricultores africanos. Mediante AGRA, Gates y Rockefeller están armando unaorganización no gubernamental africana, que “ya destinó 10 millones de dólares para las organizaciones de agricultores, pero todavía no han hablado con ellos”, informa Hope Shand del Grupo ETC.

El Grupo ETC reconoce que se necesita dinero y que la ciencia agrícola tiene un papel muy importante. Sin embargo, las conclusiones de este nuevo informe van más de acuerdo con las del Foro por la Soberanía Alimentaria realizado en Mali en febrero de este año, que señalan que la OMC y otros acuerdos comerciales impuestos por las agroindustrias multinacionales son el verdadero obstáculo para el desarrollo de la agricultura en África. Si el G8, Gates y Rockefeller terminaran con algunas de esas barreras, en gran parte creadas por los países de la OCDE, los agricultores africanos podrían hacer el resto”, sugiere Hope Shand.

Las cinco iniciativas discutidas en el Communiqué son los nuevos centros de excelencia biotecnológica que propone el G8; las empresas de capital de riesgo que emprende la Fundación Syngenta; el programa de las Aldeas del Milenio propuesto por Jeffrey Sachs; los nuevos intereses de Google.org en el continente y el compromiso AGRA (de Gates y Rockefeller). En el documento de ETC describimos a dónde irá a parar el dinero y quiénes serán los verdaderos beneficiarios de todos los proyectos.

“Solamente proyectos de desarrollo rural y agrícola encabezados por los propios campesinos y agricultores, que se basen en los sistemas de trabajo existentes, pueden derivar en un mejoramiento real”, insiste Silvia Ribeiro del Grupo ETC. “Se necesitan dinero y recursos así como tecnologías apropiadas, pero la ciencia no puede remediar las malas políticas.”

El Communiqué concluye: “Agricultura y biodiversidad son temas candentes en el Banco Mundial, la FAO y el Convenio de Diversidad Biológica de la ONU y en los próximos 14 meses tendrán lugar varias reuniones importantes de estas instancias. Tienen que reconocer que los agricultores de pequeña escala, los pastores y pescadores artesanales deben ser los principales arquitectos y actores en el fortalecimiento de la soberanía alimentaria de África.”

Para mayor información:
Pat Mooney en Canadá
+1 613 241 2267
etc@etcgroup.org

Hope Shand en Estados Unidos
+1 919 960 5767
hope@etcgroup.org

Silvia Ribeiro en México
+011 52 5555 6326 64
silvia@etcgroup.org

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Dilemas e riscos da nanotecnologia

Ruy Braga,
Especial para o Portal do PSTU*

Em março de 2006, um produto de limpeza que prometia proteger banheiros da proliferação de bactérias por até seis meses foi colocado à venda na Alemanha. Batizado de Magic Nano, o produto tornou-se um imediato sucesso. Contudo, apenas três dias depois do lançamento comercial, teve de ser recolhido por causa de sérias reclamações. Muitos afirmaram que o Magic Nano provocou problemas respiratórios, levando alguns consumidores, inclusive, à internação hospitalar.

E foi por meio deste conturbado episódio que a nanotecnologia apresentou-se ao grande público alemão: forte expectativa seguida por uma não menos acentuada preocupação. Naturalmente, muitos associaram o problema ocorrido com o Magic Nano aos riscos inerentes à nanotecnologia. Contudo, trata-se de um ponto de partida problemático, pois neste caso a caracterização desta nova tecnologia aconteceu de maneira espetacular e superficial, mediada em grande parte por estratégias publicitárias e não pelo debate público. Afinal de contas, quando falamos em nanotecnologia estamos nos referindo a que mesmo?

A nanotecnologia pode ser apresentada de duas formas. Em primeiro lugar, refere-se ao prefixo nano: um indicador de medida. Um nanômetro corresponde à bilionésima parte de um metro. Conseqüentemente, a nanotecnologia remete à escala e não especificamente a objetos ou conteúdos, como, por exemplo, a biotecnologia, cujo prefixo “bios” significa vida. Em segundo lugar, a nanotecnologia corresponde a uma série de técnicas utilizadas para manipular a matéria na escala dos átomos e das moléculas cuja observação requer microscópios especiais.

Como é possível imaginar, existem poderosos interesses por trás da nanotecnologia. Mais de 1.200 grupos corporativos no mundo se dedicam a desenvolver aplicações de nanotecnologia. Há desde velhos conhecidos como 3M, Du Pont, General Electric, Johnson & Johnson, HP, IBM e Intel, até competidores superespecializados, como NanoInk, Veeco, FEI, Arryx, Luxtera e Nanosys. Os investimentos feitos pelos países desenvolvidos e por parte das 500 maiores empresas existentes no planeta em nanotecnologia são enormes. Segundo a Comissão Européia, apenas em 2004, o montante de investimentos financeiros globais foi da ordem de oito bilhões de euros, dos quais os grandes grupos corporativos foram responsáveis por aproximadamente metade deste valor.

As possíveis aplicações das nanotecnologias são imensas: medicina e saúde, tecnologia de informação, produção e armazenagem de energia, ciência dos materiais, alimento, água e meio ambiente, instrumentos, fármacos, células-combustível de hidrogênio, exploração espacial… Será difícil encontrar um setor econômico que, no futuro próximo, permaneça alheio aos avanços nanotecnológicos.

Em decorrência disto e como freqüentemente acontece com as revoluções tecnológicas, também a nanotecnologia surge acompanhada por muitas esperanças. Da cura de doenças à despoluição dos mares, do fim da pobreza à renovação das fontes energéticas do planeta… Uma parte da comunidade científica acredita que o processo de convergência das chamadas tecnologias BANG (Bites, Atomic, Neuro e Genetic) esconde a chave para, inclusive, a vida eterna. Ou, conforme a expressão consagrada pela literatura, a chave para alcançarmos a condição pós-humana.

Por um lado, as nanotecnologias contêm a fascinante promessa de minúsculos robôs replicantes, os nanobots, que poderiam navegar velozmente pelos vasos sanguíneos como se fossem mecânicos da saúde para eliminar e destruir, por exemplo, coágulos de sangue e células cancerígenas, prolongando indeterminadamente a vida humana. E, por outro, a nanotecnologia poderia oferecer a base para o desenvolvimento de uma engenharia de computação atômica que utilizasse moléculas isoladas pra fazer funcionar os circuitos informacionais, aumentando, assim, indefinidamente o desempenho dos computadores e tornando viável a possibilidade de transferir o espírito humano para um suporte inorgânico formado por nanocircuitos.

Naturalmente, trata-se de um projeto – ao menos por enquanto – irreal, polêmico e que esbarra hoje em extraordinários limites políticos, culturais e tecnológicos. Contudo, a simples existência idealizada de um tal “projeto pós-humano” já indica a magnitude das esperanças trazidas ou ampliadas pela nanotecnologia. Em parte, são estas mesmas promessas e enormes expectativas que tornam mais difícil o reconhecimento da existência de riscos sócio-ambientais para os trabalhadores associados à produção industrial de nanoestruturas e de nanopartículas.

Por um lado, por exemplo, existe uma forte crença no meio científico de que a nanotecnologia não é perigosa por que a humanidade já convive há séculos com as nanoestruturas e nanopartículas são formadas naturalmente sem nunca ter ocorrido nenhum problema maior. Ao forjarem e temperarem espadas samurais e sarracenas, os artesãos armeiros japoneses e árabes produziam inadvertidamente nanotubos de carbono responsáveis pela excepcional qualidade das armas e a formação dos íons – átomos que por um motivo qualquer perderam ou ganharam elétrons – ocorre naturalmente na atmosfera por meio de colisões e movimentos dos átomos.

Esta crença, contudo, obscurece o fato de que a produção de nanopartículas ou materiais nanoestruturados em escala industrial traz consigo desdobramentos imprevisíveis quando comparados aos conhecidos ciclos naturais ou tradicionais de produção das mesmas.

Por outro lado, desde que o processo de mundialização do capital foi acelerado no início dos anos de 1980, o moderno campo tecnocientífico atravessa um período de transformações agudas em sua relação com o campo econômico. Particularmente, naquilo que diz respeito à relação entre o ciclo da inovação tecnocientífica e o ciclo do investimento em novos meios de produção decorrentes destas inovações. Todos sabemos que há aproximadamente dois séculos os progressos tecnocientíficos constituem os principais instrumentos de aumento dos lucros das empresas. Entretanto, existia uma nítida separação entre o ciclo de inovação e o ciclo de comercialização da inovação.

Em meados dos anos de 1970, e em resposta à crise do capital, diferentes países imperialistas, tendo os Estados Unidos à frente, decidiram liberalizar seus mercados financeiros e, assim, multiplicar as possibilidades de investimento. Com isso, e apoiado pelo rápido desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação (computadores, satélites…), uma massa enorme de capitais sob a forma financeira passou a percorrer o mundo em busca de oportunidades de valorização.

Nos Estados Unidos, tais oportunidades apareceram sob a forma de ciclos de negócios permanentemente renovados pelo desenvolvimento de novas tecnologias. As décadas de 1970 e de 1980 conheceram o incremento da automação microeletrônica e um ciclo tecnológico amplamente sustentado pelo pesado investimento estatal no setor bélico: o programa “Guerra nas Estrelas”. A década de 1990 viveu o boom do setor de produção de TI (tecnologias de informação) e, posteriormente, a difusão da internet e dos negócios “ponto com” mundializados. O novo milênio surge apoiado na onda de investimentos em biotecnologias e em engenharia genética. E, agora, experimentamos o início da “Revolução Invisível” representada pela nanotecnologia e pela nanociência.

Em apenas três décadas experimentamos várias “revoluções tecnológicas” com suas promessas e seus encantos: a microeletrônica, as telecomunicações, a computação, a internet, a biotecnologia e a engenharia genética… Mas também passamos por várias decepções. O colapso das sociedades de tipo soviético e o fim da Guerra Fria acenderam a esperança de que o investimento em armamentos cedesse seu lugar a uma ciência voltada para o bem-estar e para a melhoria das condições de existência humanas. A primeira Guerra do Golfo acabou rapidamente com essa esperança.

O ciclo especulativo do início dos anos 1990 e que tornou viável o boom de crescimento patrimonial centrado no “conhecimento” proporcionado pela internet fracassou no início de 2000, levando consigo alguns trilhões de dólares. Não existe solução tecnológica para as contradições do capitalismo e a esperança de enriquecimento amplamente acessível para todos aqueles que soubessem empregar sua criatividade nos negócios “ponto com” também caiu por terra.

O frenesi em torno das biotecnologias e da engenharia genética, por sua vez, foi abafado pelo escândalo da falsificação de resultados da pesquisa genética com células-tronco, precursoras da clonagem terapêutica pelo cientista coreano Hwang Woo-suk. O caso teve repercussão mundial e serviu para ilustrar como a competição exacerbada por resultados espetaculares que ocorre atualmente no campo científico tem raízes em outro campo: o econômico.

As antecipações de lucros futuros, muito comuns nos mercados financeiros, têm pressionado instituições – universidades e empresas de pesquisa tecnocientífica – do campo científico para apresentar resultados mercadologicamente atraentes e em ritmo acelerado. Vivemos atualmente uma espécie de financeirização da ciência com o ciclo comercial passando à frente do ciclo de inovação e exigindo do campo científico resultados de curtíssimo prazo cada vez mais espetaculares no intuito de sustentar a agitação dos mercados financeiros.

Demonstrando uma vez mais que o capitalismo monopolista é uma enorme máquina de destruição de forças produtivas – a classe trabalhadora à frente –, o campo científico finaceirizado tende a sacrificar a precaução e o compromisso com os resultados inerente ao ofício do pesquisador e ceder às pressões das instituições de financiamento da ciência. Naturalmente, os riscos para a saúde dos trabalhadores ou para a preservação do meio ambiente decorrentes da produção tecnocientífica aumentam exponencialmente.

Apesar disso, os grandes grupos corporativos internacionais continuam envolvidos em uma desatinada corrida na direção de produzir e despejar o mais rapidamente possível produtos nanotecnológicos nos mercados mundializados e, consequentemente, nos mais diferentes ecossistemas. Não se trata de ser “contra” ou “a favor” da nanotecnologia. Esta apresenta potencial para se tornar um poderoso instrumento a serviço do bem-estar dos trabalhadores. Afinal, quem não gostaria de poder contar com transportadores moleculares capazes de levar medicamentos exatamente para o interior das células doentes, por exemplo?

Entretanto, como bem sabemos, o uso capitalista da nanotecnologia privilegia o lucro. E, nas condições sociais da financeirização neocapitalista contemporânea, um tipo de lucro de curtíssimo prazo. Avançar no debate a respeito da nanotecnologia implica reconhecer a realidade da contradição existente entre as necessidades humanas e a acumulação do capital.

* Ruy Braga é professor do Departamento de Sociologia da USP.
fonte: www.pstu.org.br

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Pequeno Glossário de Nanotecnologia

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Ingeniería genética extrema: introducción a la biología sintética

Ingeniería genética extrema: introducción a la biología sintética
por el Grupo ETC
Informe de 70 páginas ahora en español

La biología sintética es el diseño y la construcción de partes biológicas y sistemas que no existen en el mundo natural, y es también el rediseño de sistemas biológicos existentes para que ejecuten tareas específicas. Implica amenazas sociales, ambientales y armamentistas que rebasan todos los peligros y abusos posibles de la biotecnología.

Usando una computadora portátil, secuencias genéticas públicas y ADN sintético obtenido por correo, cualquiera tiene el potencial de construir de la nada genomas completos, incluidos algunos patógenos letales. Los científicos predicen que en el lapso de 2 a 5 años será posible sintetizar cualquier virus. Actualmente, la biología sintética se encuentra en las manos de unas 60 empresas que buscan controlar mediante patentes todos los desarrollos de esta convergencia tecnológica lucrando con la posibilidad de construir la vida desde cero.

Este informe delinea el nuevo paisaje de la biología sintética describiendo sus instrumentos, a algunos de los protagonistas principales y las varias aproximaciones de las cuales es pionera. Describimos también algunas de las aplicaciones emergentes de la biología sintética y las implicaciones que tiene para la seguridad bélica y civil, los monopolios, la justicia y la calidad de la vida.

Los entusiastas de la biología sintética insisten en que es la clave para producir biocombustibles baratos, remediar el cambio climático y encontrar la cura de la malaria además de resolver la limpieza de tóxicos y la producción farmacéutica y textilera. Se espera que los primeros productos comerciales de la biología sintética salgan al mercado en pocos años. Entretanto, la “industria de la vida artificial” crece con tremendas inversiones privadas y pñublicas,en un entorno semejante al del Salvaje Oeste, de libertad total, sin ninguna supervisión regulatoria.

En el informe Ingeniería Genérica Extrema, una introducción a la biología sintética, reseñamos cinco áreas importantes de investigación en biología de sistemas: fabricación de microbios mínimos; líneas de ensamblaje de ADN; construcción de células artificiales de abajo hacia arriba (la evolución Ersatz); la ingeniería de conductos o maquilas de microorganismos y la expansión del sistema genético de La Tierra: genética de formas ajenas.

Entre las implicaciones de la síntesis de ADN, analizamos qué significa la biología sintética en términos de armas biológicas, cuál es la agenda de la energía sintética(biocombustibles); la biología sintética y el monopolio intelectual; posibles consecuencias de la síntesis de genes y del ADN digital en la conservación de los recursos genéticos y la política de la biodiversidad.

Finalmente presentamos un estudio de caso sobre la artemisinina sintética: cómo es que la promesa de existencias ilimitadas de un medicamento para combatir la malaria, (la artemisininna), se volvió la razón de ser de la biología sintética.

Descargable sin costo en formato PDF en
baixe aqui!

Para más información,
Comunicarse con
Silvia Ribeiro o Verónica Villa
grupoetc@etcgroup.org y al teléfono (52) 55 63 2664

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Programa Semanal de Engajamento Público em Nanotecnologia

Participe do próximo bate-papo do projeto: “Engajamento Público em Nanotecnologia” via Internet.

Dia: 18/05/2007 (sexta-feira)

horário: 10h00 às 11h00

Tema: Engajamento Público em Nanotecnologia

Para acessar o chat - entre no link: Participar

(atenção: Clique em “Agenda” e localize a data do chat, em seguida clique no título do chat - Engajamento Público em Nanotecnologia.)

Contamos com a sua presença,

abraços,

Atenciosamente,

Alexandre Custódio Pinto, pela equipe do IIEP

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